A escassez de profissionais de saúde na Europa está criando uma janela de oportunidades para médicos brasileiros. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o déficit pode chegar a 950 mil trabalhadores no setor até 2030. Na Itália, a situação é ainda mais crítica: 113 mil médicos devem se aposentar até o fim da década, enquanto 56% da força de trabalho atual tem mais de 55 anos. O país enfrenta cerca de 25 mil vagas abertas, com pressão em especialidades essenciais.
Medidas do governo italiano
Para mitigar o problema, o governo italiano prorrogou até 2027 a regra que permite contratar médicos estrangeiros antes da validação completa do diploma. Welliton Girotto, CEO da Master Cidadania, afirma: “A escassez de médicos na Itália deixou de ser conjuntural e passou a abrir uma janela concreta para profissionais estrangeiros, em especial brasileiros.”
Concursos e especialidades críticas
O concurso nacional de especialização médica italiana (SSM) registrou alto nível de vagas não preenchidas em 2024, com cerca de um quarto das posições não atribuídas. O descompasso se concentra em áreas como emergência, patologia clínica e microbiologia, com baixa adesão de candidatos. Os salários iniciais são compatíveis com o Servizio Sanitario Nazionale (SSN), o sistema público de saúde italiano.
Processo de reconhecimento de diploma
O reconhecimento do diploma ocorre em etapas, com a fase inicial levando em média de 6 a 8 meses, dependendo da documentação e da ausência de exigências adicionais. Essa medida facilita a entrada de profissionais brasileiros no mercado de trabalho italiano.



