Sul de Minas lidera ranking de qualidade de vida no Brasil com destaque em indicadores sociais
Sul de Minas lidera ranking de qualidade de vida no Brasil

O Sul de Minas se consolida como uma das regiões com melhor qualidade de vida no Brasil, conforme dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgados nesta quarta-feira (20). O levantamento aponta que diversos municípios sul-mineiros figuram entre os primeiros colocados no ranking nacional, com desempenho elevado em indicadores sociais e ambientais.

Destaques regionais

Entre os principais destaques está Córrego do Bom Jesus, que alcançou 70,23 pontos e ocupa a 28ª posição no ranking nacional, sendo o segundo melhor resultado de Minas Gerais. Logo atrás aparecem outros municípios bem posicionados, como Itaú de Minas (69,46 pontos, 60º no Brasil), São João da Mata (69,40 pontos, 66º), Lavras (69,32 pontos, 69º) e Itajubá (68,79 pontos, 106º).

Os números colocam a região entre os principais polos de desenvolvimento social do estado. Minas Gerais, como um todo, ocupa a 5ª posição nacional em qualidade de vida, com média de 64,66 pontos, acima da média brasileira de 63,40 pontos.

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Melhores do Sul de Minas no IPS Brasil 2026

  • Córrego do Bom Jesus – 70,23
  • Itaú de Minas – 69,46
  • São João da Mata – 69,39
  • Lavras – 69,32
  • Itajubá – 68,79

Piores da região

  • Campestre – 58,08
  • Maria da Fé – 58,83
  • Carvalhos – 59,08
  • Pedralva – 59,22
  • Delfim Moreira – 59,58

O que é o IPS

O Índice de Progresso Social (IPS) é um indicador que mede diretamente a qualidade de vida da população a partir de resultados sociais e ambientais, sem considerar fatores econômicos como o PIB. O índice avalia todos os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores, organizados em três grandes dimensões:

  • Necessidades Humanas Básicas: acesso a moradia, saneamento, segurança e alimentação.
  • Fundamentos do Bem-estar: saúde, educação, meio ambiente e acesso à informação.
  • Oportunidades: inclusão social, direitos individuais e acesso a ensino superior.

A pontuação varia de 0 a 100 e busca mostrar se os serviços e políticas públicas estão chegando à população e melhorando as condições de vida.

Destaque em serviços básicos e bem-estar

Além do bom desempenho geral, municípios do Sul de Minas se sobressaem em dimensões específicas. Na área de Necessidades Humanas Básicas, que avalia moradia, saneamento e segurança, os melhores resultados incluem Itaú de Minas (87,25 pontos, 2º em MG), São Bento Abade (86,97 pontos) e São Tomás de Aquino (86,84 pontos).

Melhores em Necessidades Humanas Básicas

  • Itaú de Minas – 87,25
  • São Bento Abade – 86,97
  • São Tomás de Aquino – 86,84
  • Itumirim – 86,36
  • Ribeirão Vermelho – 85,97

Piores na dimensão

  • Aiuruoca – 72,72
  • Gonçalves – 72,98
  • Poço Fundo – 73,33
  • Wenceslau Braz – 73,38
  • Bocaina de Minas – 73,42

Segundo o IPS, esse desempenho reflete avanços importantes em acesso a serviços essenciais e infraestrutura básica no estado. Já na dimensão de Fundamentos do Bem-estar, que inclui educação, saúde e meio ambiente, cidades turísticas e de médio porte ganham destaque.

Melhores em Fundamentos do Bem-estar

  • Poços de Caldas – 76,68
  • Extrema – 75,44
  • Itajubá – 75,34
  • São Lourenço – 74,77
  • Cambuí – 74,68

Piores na dimensão

  • Claraval – 61,39
  • Passa Vinte – 61,68
  • Capetinga – 62,13
  • Carmo da Cachoeira – 62,14
  • Carrancas – 62,32

Desafios persistem em oportunidades

Apesar dos bons resultados, a dimensão de Oportunidades, que envolve acesso à educação superior, inclusão social e direitos individuais, ainda apresenta desafios em parte dos municípios. Mesmo assim, algumas cidades do Sul de Minas se destacam positivamente.

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Melhores em Oportunidades

  • São João da Mata – 58,81
  • São Sebastião do Rio Verde – 54,97
  • Córrego do Bom Jesus – 54,27
  • Jesuânia – 52,87
  • Santana do Jacaré – 52,77

Piores na dimensão

  • Campestre – 33,64
  • Munhoz – 34,68
  • Andradas – 35,40
  • Maria da Fé – 35,43
  • Carmo de Minas – 35,67

O IPS Brasil aponta que municípios menores ainda enfrentam mais dificuldades nessa dimensão, sobretudo em inclusão e acesso a serviços mais complexos.