Denúncias de precariedade no Hospital Municipal do Campo Limpo em SP
Precariedade no Hospital Campo Limpo em SP

Pacientes e funcionários do Hospital Municipal do Campo Limpo, localizado na Zona Sul de São Paulo, relatam condições precárias na unidade de saúde. Entre os problemas apontados estão superlotação, demora no atendimento, acúmulo de funções entre os trabalhadores e descarte inadequado de resíduos.

Corredores lotados e espera prolongada

A equipe do SP2 constatou corredores repletos de macas e o saguão da recepção abarrotado de pacientes que aguardam atendimento há mais de um mês. A cozinheira Kátia Regina afirmou: “Ninguém vem atender, higienizar”. Já a dona de casa Antônia Francisca Farias da Rocha relatou que um amigo ficou dois dias no corredor após ser encaminhado para a emergência. “Trouxe amigo para ser atendido, foi encaminhado para emergência e ficou no corredor dois dias. Vocês não sabem o transtorno que é ficar no corredor”, desabafou.

Lixo no refeitório e problemas estruturais

Anderson Dimas Pereira Lopes, coordenador do Movimento Pop de Saúde do M’Boi Mirim, denunciou que o lixo hospitalar está armazenado em local impróprio, dentro do refeitório dos funcionários. “O lixo está dentro do refeitório dos funcionários. Refeitório esse que é onde está a refeição dada para os pacientes. Muita barata e muito lixo em um lugar onde não poderia ter maca”, explicou.

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A conselheira de saúde do hospital, Mercia Silva, também criticou a situação: “Um descaso muito grande nesse hospital. Hospital de grande referência, complexidade e não está suprindo”.

Sobrecarga de trabalho após mudança na administração

Funcionários relatam sobrecarga de trabalho desde que a organização social assumiu a gestão. Um funcionário, que preferiu não se identificar, detalhou: “Nós temos alguns pontos bem importantes que estão dificultando a nossa vida como funcionário. Desde que a OS assumiu, nós estamos tendo que nos retirar do setor para buscar as medicações na farmácia. Nesse tempo todo que a gente fica na fila, os pacientes estão desassistidos. O segundo ponto é que a OS Cejam assumiu o serviço de maqueiros do hospital. Maqueiro é a função que transporta os pacientes para realização de exames. Aumenta também a minha carga. Por quê? Porque eu tenho que fazer dupla função”.

Resposta da Secretaria Municipal da Saúde

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que o Hospital Campo Limpo passa por uma reforma para revitalização e modernização da estrutura. A secretaria afirmou ainda que o número de leitos será ampliado, tanto para internações quanto no pronto-socorro. Entre as melhorias previstas está a implantação de uma maternidade. A pasta destacou que o Hospital Campo Limpo e a UPA Campo Limpo atendem juntos mais de 20 mil pacientes por mês.

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