Pará concentra 11 dos 20 piores índices de qualidade de vida do Brasil
Pará lidera ranking de pior qualidade de vida do país

Onze dos 20 municípios com os piores índices de qualidade de vida do Brasil estão no Pará, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). O estudo analisou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, em uma escala de 0 a 100.

Municípios paraenses com pior desempenho

As cidades paraenses que apresentam baixa densidade demográfica (até 100 mil habitantes) e estão entre as piores do país são: Jacareacanga, Portel, Pacajá, Anapu, Uruará, Trairão, Bannach, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte, Oeiras do Pará e Anajás. Jacareacanga, localizada no sudeste do Pará, registrou a pior nota entre os municípios paraenses, com 44,32 pontos.

Ranking dos 20 piores municípios do Brasil

  • Uiramutã (RR) – 42,44
  • Jacareacanga (PA) – 44,32
  • Alto Alegre (RR) – 44,72
  • Portel (PA) – 45,42
  • Amajari (RR) – 45,58
  • Pacajá (PA) – 45,87
  • Anapu (PA) – 45,91
  • Japurá (AM) – 46,23
  • Santa Rosa do Purus (AC) – 46,70
  • Uruará (PA) – 46,80
  • Trairão (PA) – 46,82
  • Bannach (PA) – 47,23
  • São Félix do Xingu (PA) – 47,38
  • Recursolândia (TO) – 47,39
  • Cumaru do Norte (PA) – 47,43
  • Peritoró (MA) – 47,53
  • Oeiras do Pará (PA) – 47,57
  • Ladainha (MG) – 47,58
  • Anajás (PA) – 47,62
  • Paraíso (TO) – 47,63

O ranking evidencia uma concentração de baixos índices na Região Norte, especialmente na Amazônia Legal. Em contraste, municípios do Sudeste apresentam as maiores pontuações do país. A Amazônia Legal abrange nove estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e parte do Maranhão.

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Fragilidades ambientais na Amazônia

Entre os pontos de maior fragilidade da região amazônica estão: perda significativa de cobertura florestal, supressão de vegetação secundária, emissões expressivas de Gases de Efeito Estufa (GEE) e insuficiência de áreas verdes nos núcleos urbanos. O levantamento também avaliou o desempenho médio dos estados. O Pará obteve índice de 55,80, ficando na última posição entre as 27 unidades federativas.

Desempenho das capitais

Entre as capitais, os resultados foram relativamente melhores, com exceção de Macapá e Porto Velho, que registraram os piores desempenhos do país. Belém aparece na 21ª posição, com nota 63,90.

Metodologia do IPS Brasil 2026

O Progresso Social é definido como a capacidade da sociedade de atender às necessidades humanas básicas, garantir qualidade de vida e ampliar oportunidades para que todos os indivíduos possam atingir seu potencial. O IPS Brasil 2026 é organizado em três dimensões, 12 componentes e 57 indicadores sociais e ambientais.

As dimensões são: Necessidades Humanas Básicas (4 componentes), Fundamentos do Bem-estar (4 componentes) e Oportunidades (4 componentes). Por exemplo, na avaliação da dimensão "Necessidades Humanas Básicas" está o componente "Segurança Pessoal", que inclui indicadores como assassinatos de jovens, assassinatos de mulheres, homicídios e mortes por acidentes de transporte.

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