Mercado imobiliário de Piracicaba cresce 88% nas vendas e 54% nos aluguéis
Mercado imobiliário de Piracicaba cresce 88% nas vendas

O mercado imobiliário da região de Piracicaba (SP) registrou um crescimento expressivo de 88% nas vendas e de 54,17% nos aluguéis, conforme levantamento realizado pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci). O estudo envolveu proprietários de 79 imobiliárias distribuídas em 13 cidades da região.

Cenário de juros e confiança do consumidor

De acordo com o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, o cenário atual, marcado por juros ainda elevados mas com tendência de queda, tem impulsionado a confiança dos consumidores para assumir contratos de longo prazo. Essa mudança de percepção reflete diretamente no aumento das transações imobiliárias.

Mudanças no comportamento de investidores e famílias

O levantamento também aponta transformações no perfil dos compradores e locatários. Entre os contratos de locação, 46% foram direcionados para imóveis mais baratos, enquanto 38,5% migraram para imóveis mais caros. Segundo a pesquisa, esses dados indicam tanto mobilidade social quanto readequação financeira das famílias.

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Consórcio imobiliário como alternativa

Modalidades como o consórcio imobiliário têm ganhado espaço como alternativa para quem busca a casa própria. Viana Neto explica que cartas de crédito contempladas, mas não utilizadas, são comercializadas legalmente para terceiros, que assumem as cotas e utilizam o crédito na compra de imóveis.

Para quem realiza o sonho de financiar um apartamento perto de onde mora, como a cabeleireira Liliane Esteves, de Piracicaba, o momento é de expectativa e comemoração. "Foi um momento maravilhoso, foi um momento muito emocionante", relata.

Faixa de preços concentra vendas

A maior parte dos negócios do setor ocorreu nas chamadas faixas intermediárias de preço. Os dados mostram que 66,6% das vendas ocorreram em imóveis entre R$ 201 mil e R$ 400 mil. Dentro desse universo, 23,5% ficaram na faixa de R$ 301 mil a R$ 350 mil; 19,6% entre R$ 251 mil e R$ 300 mil; 13,7% entre R$ 201 mil e R$ 250 mil; e 17,6% acima de R$ 501 mil.

De acordo com o gerente de vendas Rodrigo Faria, a busca por localização estratégica, perto de mercados e farmácias, é um dos principais fatores na escolha dos imóveis. "A procura se dá justamente porque esses lugares onde a gente coloca o empreendimento está bem localizado", explica.

Financiamento impulsiona mercado

As operações de financiamento, principalmente pela Caixa Econômica Federal, seguem como principal motor das vendas, representando 52% dos negócios, enquanto compras à vista correspondem a 14%. O estudo também mostra a distribuição geográfica das vendas: as regiões periféricas concentram 47% das transações, seguidas pelas áreas centrais, com 44%. Já as regiões nobres representam 8,5% dos negócios.

No mercado de locação, metade dos contratos foi fechada em regiões centrais. Outros 20% ocorreram em áreas nobres e 29% em demais regiões. O gerente de vendas João Paulo Miori aponta que a rotina familiar e a proximidade de serviços essenciais influenciam diretamente a decisão de compra ou aluguel. "Estar perto de uma creche, de um terminal central. A gente nota sim que as pessoas optam, às vezes pela experiência, a comprar algo", complementa.

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