Nesta terça-feira (19), os alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) campus São Vicente, em Cuiabá, realizaram manifestações dentro da unidade, paralisando as atividades acadêmicas. A mobilização teve início após uma assembleia realizada na segunda-feira (18) e, segundo o Centro Acadêmico de Zootecnia, deve se estender até quarta-feira (20).
Reivindicações dos estudantes
O movimento é motivado por demandas relacionadas à segurança estudantil, reformas nos alojamentos e autonomia administrativa do campus. Em vídeos divulgados nas redes sociais, os estudantes aparecem tocando instrumentos de percussão e caminhando pelo campus, que também está cercado por cartazes com frases de protesto, como: “A escola tolera assédio, mas não tolera 10 minutos de atraso”.
Promessas não cumpridas
Os alunos afirmam que, em reunião com a direção-geral em março deste ano, foi prometido o início das obras dos alojamentos femininos em até 15 dias, o que não teria ocorrido. O g1 entrou em contato com o IFMT, mas não obteve retorno até a última atualização.
Mobilização pacífica
De acordo com documento divulgado pelos estudantes, a mobilização é pacífica e inclui a permanência organizada em espaços acadêmicos. Entre as principais reivindicações estão a proteção institucional a estudantes denunciantes, a defesa da autonomia democrática do campus e a cobrança pelo início das obras dos alojamentos femininos e masculinos.
Segundo o centro acadêmico, a paralisação foi aprovada democraticamente em assembleia com participação dos alunos. “A mobilização decorre da gravidade dos fatos recentemente vivenciados pela comunidade acadêmica e da necessidade de posicionamento estudantil diante de questões que afetam diretamente a segurança estudantil, a permanência acadêmica, a autonomia institucional e o ambiente democrático do campus”, diz trecho do documento.
Base legal
A paralisação tem como base dispositivos da Constituição Federal, da Lei do Grêmio Livre e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O grupo informou que novas pautas poderão ser incorporadas ao movimento nos próximos dias, dependendo das respostas da instituição.



