Campina Grande busca prorrogação para regularizar esgoto de quiosques no Açude Velho
A Prefeitura de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, deve solicitar oficialmente uma prorrogação do prazo de cinco dias para a regularização do despejo de esgoto pelos quiosques localizados às margens do Açude Velho. A informação foi confirmada durante uma reunião entre os proprietários dos estabelecimentos e a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), realizada nesta quarta-feira (25).
Recomendação do MPPB e ações emergenciais
A reunião ocorreu após uma recomendação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) que pediu a interdição dos quiosques devido ao despejo irregular de esgoto no açude. De acordo com a Sesuma, um ofício será expedido para que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) regularize a ligação de água e esgoto dos quiosques. O documento será encaminhado ao MPPB na tentativa de evitar o fechamento dos estabelecimentos, que poderiam ser impedidos de funcionar caso não cumpram a recomendação dentro do prazo estipulado.
O MPPB, em uma recomendação assinada pelo 19º promotor de Justiça de Campina Grande, Hamilton de Souza Neves Filho, solicitou o fechamento dos quiosques para apurar denúncias de despejo irregular. A promotoria afirma que, com base em investigações da Cagepa, não há uma rede coletora de esgoto adequada nem um projeto hidrossanitário para resolver as ligações irregulares.
Impacto ambiental e econômico
Mais de dez comerciantes trabalham nos quiosques que ficam às margens do Açude Velho, considerado o principal cartão postal de Campina Grande. A situação ganhou destaque após a retirada de mais de 5 toneladas de peixes mortos do açude, um problema que se agravou em janeiro, quando quase 10 toneladas de peixes foram removidas devido à contaminação.
Diante da crise, representantes de várias secretarias municipais, incluindo a Sesuma e a Secretaria de Obras de Campina Grande (Secob), discutiram ações emergenciais e de longo prazo para lidar com o problema. A Prefeitura busca equilibrar a necessidade de preservação ambiental com os interesses econômicos dos comerciantes locais.
O g1 tentou contato com a Cagepa para obter mais informações, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. A situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades ambientais e pelo Ministério Público, que pressionam por soluções definitivas para evitar novos danos ao ecossistema do Açude Velho.



