Vivemos sob uma aceleração constante, em que produtividade e disponibilidade parecem definir o valor das pessoas. É nesse cenário que o discurso do slow living ganha força: não como uma estética passageira, mas como uma reorganização profunda do cotidiano. Trata-se de um retorno ao essencial, que não rejeita a tecnologia, mas a utiliza para reorganizar prioridades. A ideia de desaceleração, no entanto, não é simplesmente sobre fazer menos. É sobre habitar o tempo de outra forma: com mais intenção e presença.
No interior paulista, essa mudança ganha forma concreta na arquitetura e no urbanismo dos novos empreendimentos. A paisagem se torna protagonista, onde as casas se abrem para o horizonte, dissolvem fronteiras entre o interno e o externo, eliminam excessos e o espaço externo é parte integrante da vida cotidiana.
Do fim de semana à rotina
Durante muito tempo, a segunda residência foi pensada como escape. Um lugar para chegar, respirar e partir. Mas essa lógica começou a se alterar. Como observa Rodrigo Losi, sócio do Grupo Quadra e responsável pelo setor de Campo, o movimento ainda é desigual, mas já consistente. Parte das famílias continua ligada à cidade pelo trabalho e pela escola dos filhos, mantendo a casa de campo como destino de fim de semana. Mas outra parte já vive uma transição mais profunda.
“Com o avanço da tecnologia, tem possibilitado as pessoas trabalhar de longe”, ele explica. “Algumas pessoas que não têm filhos em idade escolar acabam tendo mais facilidade ainda”, completa. O que antes era exceção começa a se tornar alternativa viável. Não se trata de abandonar São Paulo, mas de redistribuir presença entre cidade e campo, conforme a lógica da vida contemporânea permite.
Há também outro fator decisivo: a evolução da infraestrutura nos condomínios. São projetos onde arquitetura e paisagem passam a ser indissociáveis, e onde o cotidiano é desenhado a partir de espaços abertos, áreas verdes contínuas e uma infraestrutura voltada ao bem-estar, ao esporte e à convivência.
No Condomínio Fazenda Boa Vista, essa relação se expressa em campos de golfe que se integram à topografia e ampliam a experiência do território. No Condomínio Boa Vista Village, o esporte ganha outra dimensão com a piscina de ondas, que introduz uma nova forma de lazer e prática do surfe no interior. Já no Haras Larissa, o universo equestre estrutura a vida cotidiana, reforçando a presença dos cavalos e de toda uma cultura ligada ao campo como modo de viver. Em cada um desses contextos, o lazer não aparece como adição, mas como parte da própria lógica do lugar, uma extensão natural da paisagem e da vida que se constrói ali.
Paisagem, liberdade e o valor do cotidiano
Se há algo que define essa nova forma de morar, é a relação com o entorno. A natureza deixa de ser contemplativa e passa a ser vivida. Losi chama atenção para esse desejo central: “O que se busca nesses empreendimentos é uma combinação rara entre sossego, conexão com a natureza e a possibilidade de uma vida mais livre dentro do próprio condomínio. Um cotidiano em que o esporte faz parte da rotina, a paisagem está sempre presente e a segurança permite que os filhos circulem com autonomia, vivendo o espaço com tranquilidade”.
Arquitetura como extensão do modo de vida
A transformação mais profunda talvez esteja dentro das casas. A pandemia acelerou uma mudança que já estava em curso: a casa de campo deixou de ser secundária. Tornou-se, em muitos casos, primeira residência. Isso redefiniu programas arquitetônicos e exigências espaciais. Segundo Losi, “as famílias começaram a pensar na casa realmente como uma casa de primeira moradia”.
Isso se traduz em mudanças concretas: escritórios mais bem estruturados, muitas vezes com acessos independentes, suítes maiores, closets ampliados e áreas de convivência e lazer mais generosas. O que antes era pensado para estadias curtas agora contempla o cotidiano. O escritório, por exemplo, deixa de ser um canto improvisado e passa a ser espaço de recepção e trabalho, refletindo a hibridização entre vida pessoal e profissional. A casa deixa de separar funções e passa a integrá-las.
O campo como futuro possível
Pensar o futuro do morar no interior não é imaginar ruptura com a cidade, mas entender uma redistribuição de valores. Losi destaca três eixos que ganham força: segurança, qualidade de vida e proximidade. Em um contexto urbano cada vez mais complexo, a possibilidade de viver perto de tudo — escola, trabalho e lazer — e ainda assim estar próximo à natureza se torna central. “O que valoriza cada vez mais é essa segurança, qualidade de vida”, ele resume.
Se há algo que tende a perder relevância nesse cenário, talvez seja justamente a rigidez dos modelos antigos de moradia: a separação fixa entre casa de semana e casa de fim de semana, entre trabalho e descanso, entre cidade e campo.
Grupo Quadra e a expansão de um olhar sobre o morar, o navegar e o investir
O Grupo Quadra atua em diferentes frentes que se conectam por um mesmo entendimento de sofisticação, escolha e estilo de vida. Na Quadra Realty, o foco está no mercado imobiliário de alto padrão, com mais de 40 anos de experiência e forte atuação nos principais destinos de Praia, em condomínios de Campo e nos principais bairros de São Paulo. O portfólio reúne opções de imóveis pensados para diferentes formas de viver, de quem busca uma rotina mais voltada ao esporte e à natureza, até quem prioriza espaços amplos de lazer, convivência e permanência.
A atuação se estende também para a Quadra Yachts, dedicada à curadoria de embarcações, conectando compra, venda e investimento em um universo de mobilidade e lifestyle sobre as águas. Já a Visar Imóveis amplia esse olhar para o mercado imobiliário de investimento, com operações de compra e venda voltadas a ativos com potencial de valorização e estratégia patrimonial. Em conjunto, as três frentes refletem uma mesma lógica: a de que morar, investir e viver bem fazem parte de um mesmo sistema de escolhas: mais atento ao tempo, ao espaço e à forma como cada pessoa decide habitar o mundo.



