Rio Piracicaba registra queda no nível e alívio após inundações
O nível do Rio Piracicaba, na cidade homônima do interior de São Paulo, apresentou uma redução significativa, atingindo 4,6 metros às 12h30 desta quinta-feira (12). A medição foi realizada pelo Sistema de Alerta a Inundações de São Paulo (Saisp), indicando uma melhora nas condições após o pico de 5,8 metros registrado na área urbana na quarta-feira (11). O extravasamento anterior do rio havia causado alagamentos em diversas avenidas e parques, exigindo interdições imediatas para garantir a segurança pública.
Reabertura de vias e espaços públicos
Com a diminuição do nível das águas, a prefeitura de Piracicaba autorizou a liberação de várias vias que estavam interditadas. Entre as avenidas reabertas estão a Jaime Pereira, conhecida como estrada do Bongue, a Beira Rio, também chamada de rua do Porto, e a Alidor Pecorari, além da rua São José. O Parque da Rua do Porto teve sua abertura programada para as 14h desta quinta-feira, permitindo o retorno de atividades de lazer à população.
Locais que permanecem fechados
Apesar do alívio, alguns pontos críticos continuam inacessíveis. Na avenida Armando de Salles Oliveira, próximo ao Clube de Campo, duas faixas de rolamento no sentido Centro–Vila Rezende seguem interditadas para a realização de serviços de limpeza. Além disso, três importantes espaços culturais foram fechados temporariamente: o Museu da Água, o Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes e o Horto de Tupi.
O Museu Prudente de Moraes está passando por procedimentos de limpeza e manutenção, com previsão de retomada do atendimento ao público na sexta-feira (13). Já o Horto de Tupi apresenta solo encharcado, o que representa riscos aos visitantes, e sua reabertura será reavaliada no dia seguinte. O Museu da Água foi diretamente afetado pelo extravasamento do rio e pelo rompimento de um canal da empresa Ferroligas, exigindo uma avaliação detalhada da Defesa Civil sobre a estabilidade dos muros antes de qualquer decisão.
Manutenção e pontos críticos de alagamento
A prefeitura mobilizou equipes para realizar a manutenção do asfalto em diversos bairros que sofreram danos com as chuvas, incluindo Bongue, Bosque dos Lenheiros, Cecap, Higienópolis, Jardim Sônia, Jardim Taiguara, Kobayat Líbano, Mário Dedini, Novo Horizonte, Pauliceia, Piracicamirim, Santa Fé, Santa Rosa, Santa Terezinha, São Jorge, Unileste, Verde, Vila Bessi, Vila Independência, Vila Monteiro e Vila Sônia. Estradas da zona rural também foram impactadas, com problemas registrados em regiões como Nova Suíça, Batistada, Pau d’Alhinho, Manduca Coelho, Almeida, Capela de São Sebastião, Jiboinha, Ibituruna, Anhumas, Campestre, Bangé, Pedra Branca, Limoeiro, Morro Preto, além de pontes nas estradas PIR-017 (Santa Isabel) e João Berto, e na estrada do Tanquã.
Em caso de novos transbordamentos, os pontos mais suscetíveis a alagamentos incluem a região da Rua do Porto, avenidas Beira Rio e Cruzeiro do Sul, além dos bairros Ondas, Algodoal, Ondinhas, São Francisco, Estoril, Jupiá, Gran Park e Ártemis. O Rio Corumbataí pode causar inundações em Santa Terezinha, Vila Rios e IAA-Bessy, enquanto o ribeirão Piracicamirim apresenta risco em áreas como Serra Verde, Ipanema, Astúrias, Bosque da Água Branca, Maracanã, Morumbi, Vila Independência e trechos da avenida Alberto Vollet Sachs.
A situação permanece sob monitoramento constante, com as autoridades locais trabalhando para restaurar a normalidade e prevenir futuros incidentes relacionados às chuvas intensas que têm afetado a região.



