Prédio desaba em Ubá após fortes chuvas em Minas Gerais; cidade registra seis mortes
Prédio desaba em Ubá após chuvas; seis mortes registradas

Prédio desaba em Ubá após fortes chuvas em Minas Gerais; cidade registra seis mortes

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento dramático em que um prédio desaba diante das fortes chuvas que atingiram Ubá, cidade da Zona da Mata de Minas Gerais, nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026. As imagens impressionantes registram pessoas saindo correndo e gritando para que outras não se aproximem do sobrado em colapso, enquanto uma casa vizinha também aparece comprometida pela tempestade.

Vítimas e desaparecidos

Até o momento, a cidade registra seis mortes confirmadas e dois desaparecidos em decorrência do temporal. A situação é ainda mais grave na região, pois em Juiz de Fora, cidade próxima, a prefeitura já decretou estado de calamidade diante dos quinze óbitos registrados.

Destruição e atendimentos

A destruição é visível nas ruas do local do desabamento, com lama e objetos espalhados pela via. A Prefeitura de Ubá informou que foram registradas dezoito ocorrências atendidas, incluindo salvamentos e resgates. Além do prédio filmado, houve o desabamento de três imóveis na Avenida Cristiano Roças e de uma casa na Rua da Harmonia.

Chuvas intensas e inundação histórica

De acordo com o Poder Executivo municipal, este é um dos momentos mais críticos da história recente da cidade. Em apenas três horas e meia, foram contabilizados aproximadamente 170 milímetros de chuva, provocando a maior inundação dos últimos anos e causando danos severos em diversas regiões. Medições realizadas na área central indicam que o Rio Ubá atingiu 7,82 metros, resultando em alagamentos de grande proporção, inundações em bairros, ruas e estabelecimentos comerciais, além de impactos diretos na prestação de serviços essenciais.

Medidas emergenciais

A Defesa Civil Municipal acionou o Plano de Contingência e instalou uma sala de crise na sede da Guarda Civil Municipal (GCM), com ativação do Sistema de Comando de Operações (SCO) para coordenar ações de resgate, salvamento, assistência humanitária, interdições e restabelecimento de serviços. A prioridade de atendimento é destinada às pessoas afetadas pela enchente e a casos urgentes, com atendimentos eletivos temporariamente suspensos.

Decreto de calamidade pública

Após a redução do nível das águas e avaliação preliminar dos danos, o prefeito José Damato Neto assinou o decreto nº 7.674/2026, que declara calamidade pública no município. Esta medida possibilita maior agilidade nas ações emergenciais e na solicitação de apoio estadual e federal, conforme informado pela prefeitura.