Juiz de Fora: Moradores cobram ações após tragédia das chuvas que deixou 65 mortos
Juiz de Fora: Moradores cobram ações após tragédia das chuvas

Juiz de Fora enfrenta medo e insegurança após tragédia das chuvas

As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora na última semana deixaram um rastro de destruição e luto, com 65 mortos confirmados e um total de 8.584 desabrigados e desalojados em toda a cidade. Além disso, foram registradas 2.666 ocorrências relacionadas ao desastre, evidenciando a magnitude da tragédia que abalou a população local.

Moradores cobram providências urgentes do poder público

Em meio à dor e ao caos, moradores dos bairros mais afetados expressam medo constante de um novo desastre e vivem em estado de insegurança profunda. As principais demandas da comunidade incluem:

  • Limpeza imediata das vias públicas
  • Desobstrução completa de bueiros e bocas de lobo
  • Nova vistoria técnica nas áreas de risco
  • Reforço na segurança das regiões evacuadas

O g1 solicitou posicionamento da Prefeitura de Juiz de Fora e da Polícia Militar sobre essas reivindicações, mas ainda aguarda respostas formais.

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Situação crítica nos bairros mais atingidos

Bairro Três Moinhos: Sete ruas permanecem completamente interditadas após a evacuação de áreas consideradas de alto risco. Os moradores dessas vias não podem retornar às suas casas e exigem assistência direta da Prefeitura. A comunidade organizou uma equipe de vigilância comunitária durante a noite, temendo furtos e invasões em imóveis desocupados.

Parque Burnier: Este foi um dos bairros mais devastados pela tragédia, com 22 mortes registradas e cinco ruas interditadas. Os moradores reclamam do acúmulo de resíduos e lama nas vias, afirmando que o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) aguarda liberação da Defesa Civil para iniciar os serviços de limpeza. A comunidade também busca informações sobre quando poderá retornar às casas para resgatar pertences.

Bairro Linhares: Os residentes enfrentam falta de abastecimento de água desde terça-feira (24) e relatam acúmulo de barro nas ruas, com bocas de lobo entupidas por lixo. Embora a via não esteja oficialmente interditada, um barranco cedeu e há grande quantidade de sujeira acumulada. A limpeza ainda não foi concluída, aumentando a apreensão diante da possibilidade de novas chuvas.

Prefeitura intensifica ações de limpeza na cidade

Na manhã desta quarta-feira (4), a Prefeitura de Juiz de Fora informou que equipes do Demlurb atuam de forma intensificada em diversas regiões da cidade. Os serviços estão sendo realizados em 13 bairros distribuídos em 5 regiões, incluindo:

  1. Industrial
  2. Jardim Esperança
  3. Retiro
  4. Paineiras
  5. Poço Rico
  6. Vila Ideal
  7. Democrata
  8. Borboleta
  9. Vale do Ipê
  10. São Mateus
  11. Jóquei Clube
  12. Centro
  13. Região Sul

Mais de 20 caminhões estão em operação, provenientes de diversas fontes incluindo Empav, Secretaria de Obras, Defesa Civil, UFJF e empresas parceiras. Os trabalhos incluem raspagem de barro, recolhimento de móveis e entulho, além de serviços de roçada e capina para desobstruir as vias públicas.

Quando os moradores poderão retornar às suas casas?

Segundo a Defesa Civil, o retorno às casas nas áreas evacuadas só será autorizado após novas vistorias técnicas. As orientações serão divulgadas nos canais oficiais do município. Questionada pela reportagem, a prefeitura informou que ainda não há previsão para a liberação dessas áreas.

Ruas evacuadas no Três Moinhos: Rua Maria Florice dos Santos, Rua João Luzia, Rua José de Castro Ribeiro, Rua José Luiz Flores, Rua Manoel Clemente, Rua Vicente Paulo Bacelar e Rua Natalina de Andrade Guerra.

Ruas evacuadas no Parque Burnier: Rua Natalino José de Paula, Rua C, Rua José Roque Souza, Final da Rua Adelaide Campos de Resende e Final da Rua Francisco Gonçalo de Faria.

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A Prefeitura também anunciou que novas vistorias serão realizadas nos bairros Fábrica, Bandeirantes e Eldorado para identificar demandas específicas e programar as intervenções necessárias. Enquanto isso, a cidade tenta retomar sua rotina em meio às cicatrizes deixadas pela tragédia.