
Imagina só: você está lá, no alto de um penhasco, prestes a pular. O coração acelera, a adrenalina bate forte. Foi exatamente nesse contexto que um bombeiro — ironia do destino, um profissional que salva vidas — se viu em apuros durante um salto de base jump no último final de semana, em Domingos Martins, no Espírito Santo.
E o mais surreal? Ele mesmo filmou tudo. Cada segundo. Cada grito. Cada golpe.
Parece cena de filme, mas foi real. Tudo aconteceu quando o paraquedas simplesmente não abriu como deveria. O que era para ser um momento de puro êxtase virou, em segundos, um pesadelo em queda livre. Literalmente.
E não deu outra. O equipamento falhou, o bombeiro perdeu controle e despencou. A sorte — se é que podemos chamar assim — é que ele caiu em cima de árvores. Amassou, machucou, mas amorteceram a queda. Um alívio? Nem tanto. Ele sofreu fraturas e escoriações, mas está vivo. Isso é o que importa.
O resgate foi dramático
Teve que ser resgatado pela própria corporação de bombeiros — dessa vez, não como herói, mas como vítima. Que reviravolta, hein? A equipe de resgate precisou usar cordas e muito jogo de cintura para chegar até ele, que estava ferido e assustado no meio do mato.
O Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo confirmou o ocorrido. Ele foi levado para o Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra, e depois transferido para o Hospital Santa Rita, em Vila Velha. Agora segue se recuperando. Com trauma, certamente. Mas recuperando.
E o vídeo? Bom, o vídeo circulou
E não demorou muito para virar assunto nas redes. Nele, dá pra ver — e ouvir — tudo. A respiração ofegante, a tentativa desesperada de controlar a queda, o impacto. É de cortar o coração. Mas também serve de alerta: esporte radical é isso, gente. Pode dar muito certo, até que um dia… não dá.
E aí, o que acha? Coragem ou falta de juízo? Uma coisa é certa: mesmo experiente, mesmo bombeiro, mesmo tudo — o imprevisível acontece. E quando acontece, é melhor estar por perto de quem sabe ajudar.
Ele errou? Talvez. Teve azar? Com certeza. Mas no final, sobreviveu para contar a história. E que história.