Juiz de Fora confirma 14 mortes após chuva histórica; cidade decreta calamidade
14 mortes em Juiz de Fora após chuva histórica; calamidade decretada

Juiz de Fora enfrenta tragédia com 14 mortes após chuva recorde

A Prefeitura de Juiz de Fora, localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, confirmou oficialmente na manhã desta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, um total de 14 mortes decorrentes das intensas chuvas que assolaram a cidade durante a noite de segunda-feira, 23 de fevereiro. Em resposta à emergência, o município decretou estado de calamidade pública com validade de 180 dias e determinou a suspensão imediata das aulas em toda a rede municipal de ensino.

Vítimas são registradas em diversos bairros da cidade

As fatalidades ocorreram em múltiplos pontos da cidade, evidenciando a extensão do desastre. Conforme divulgado pela administração municipal, os óbitos foram localizados especificamente:

  • Quatro vítimas na Rua Natalino José de Paula, no Bairro JK
  • Quatro vítimas na Rua Orville Derby Dutra, no Bairro Santa Rita
  • Duas vítimas na Rua João Luís Alves, na Vila Ideal
  • Uma vítima na Rua José Francisco Garcia, no Bairro Lourdes
  • Uma vítima na Rua Eurico Viana, na Vila Alpina
  • Uma vítima na Estrada Athos Branco da Rosa, no Bairro São Benedito
  • Uma vítima na Rua Jacinto Marcelino, na Vila Olavo Costa

A prefeitura emitiu uma nota oficial expressando profundo pesar pelas vidas perdidas e destacou que as operações de resposta estão sendo conduzidas em conjunto com a Defesa Civil Estadual e o Corpo de Bombeiros, mobilizando todos os recursos disponíveis para assistência à população.

Caos no trânsito e inundações generalizadas paralisam a cidade

As chuvas torrenciais provocaram sérios transtornos na mobilidade urbana, com alagamentos extensos e deslizamentos de terra bloqueando vias cruciais. Diversos pontos da cidade ficaram completamente submersos, incluindo um trecho significativo da Avenida Brasil, no Centro, que foi tomado pelas águas. No Bairro Democrata, a situação foi tão crítica que um motorista precisou abandonar seu veículo e empurrá-lo manualmente após ficar preso em um alagamento.

Como medida de segurança, o acesso ao Mergulhão, na região central, foi totalmente fechado, assim como a Ponte Vermelha, localizada no Bairro Santa Terezinha. Bairros historicamente vulneráveis a enchentes, como Vitorino Braga, na Zona Leste, voltaram a registrar inundações severas. A Defesa Civil emitiu alertas adicionais para o aumento da enxurrada na Rua Luiz Fávero, no Bairro Linhares, e na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, na Zona Norte, que apresentou vários pontos críticos de alagamento.

Fevereiro de 2026 se consolida como o mês mais chuvoso da história

De acordo com dados atualizados da Defesa Civil, fevereiro de 2026 já se estabeleceu como o mês mais chuvoso na história registrada de Juiz de Fora. Até as 10 horas da manhã de segunda-feira, o acumulado pluviométrico atingiu a marca impressionante de 460,4 milímetros, superando o recorde anterior, que era de fevereiro de 1988, quando foram contabilizados 456 milímetros. Esses números devem ser revisados e possivelmente ampliados ao longo desta terça-feira, conforme novas medições são realizadas.

As autoridades municipais reforçaram o apelo para que a população evite deslocamentos desnecessários e siga rigorosamente as orientações dos órgãos de segurança. A situação permanece sob monitoramento constante, com equipes trabalhando ininterruptamente para normalizar as condições na cidade e prestar suporte às famílias afetadas por esta tragédia climática sem precedentes.