
Enquanto a terra racha e os rios secam, um sopro de alívio chega ao Acre. Não é chuva — ainda — mas algo quase tão urgente: R$ 6 milhões em auxílio federal direto para combater os efeitos devastadores de uma das piores secas dos últimos anos.
Parece até piada de mau gosto, né? Enquanto uns reclamam do ar-condicionado, mais de 20 mil famílias aqui no Norte literalmente suam a camisa pra conseguir o básico: água potável, comida no prato, dignidade.
O Calor é de lascar, mas a ajuda tá vindo
O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, sabe aquele que a gente quase não ouve falar até precisar dele?, destravou o repasse. A verba é específica para ações de socorro, assistência humanitária e restauração de serviços essenciais — coisa que, convenhamos, não é luxo, é necessidade pura.
E não é só dinheiro jogado no vento quente do acre. Tem destino certo:
- Compra e distribuição de água (sim, algo tão simples virou artigo de luxo)
- Kits de alimentação e higiene
- Restabelecimento urgente de sistemas de abastecimento
- Suporte a agricultores que viram suas plantações virarem pó
Não é caridade, é obrigação
Qualquer um que já sentiu aquele calor de derreter o pensamento sabe: seca não é só falta de chuva. É crise de saúde, é economia parada, é estresse puro. E em um estado como o Acre, que já luta contra a distância logística e a falta de infraestrutura, cada dia de sol forte é uma lapada na resiliência do povo.
O pior? Isso não é novidade. Todo ano a mesma história, o mesmo desespero, a mesma correria por ajuda. Só que agora — e aí vem um ponto crucial — a situação climática tá mais imprevisível do que nunca. O que era cíclico virou caótico.
E agora, José?
A verba chega como um curativo numa ferida grande. Alivia, mas não cura sozinha. Especialistas (e o bom senso) já dizem há tempos: precisamos de planejamento de longo prazo, não só reação na hora do desespero.
Enquanto isso, a população segue se virando como pode. Carros-pipa viram heróis invisíveis. Vizinhos compartilham o pouco que têm. A solidariedade, pelo menos, não seca.
Os R$ 6 milhões são um começo. Um respiro. Mas a conta climática está só aumentando — e alguém tem que pagá-la.