Segurança retira Trump de jantar após tiros; suspeito preso
Segurança retira Trump de jantar após tiros; suspeito preso

Na noite do último sábado (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas de um jantar de gala para jornalistas correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel em Washington D.C., após a ocorrência de disparos. O incidente gerou pânico entre os convidados e mobilizou o Serviço Secreto, que agiu rapidamente para evacuar Trump e outras autoridades presentes.

Falhas na segurança do evento

De acordo com a correspondente da TV Globo, Raquel Krähenbühl, que estava no local, a segurança do jantar era considerada frágil. Ela relatou que não houve revista minuciosa dos convidados, como raio-x, e que o acesso ao salão principal era facilitado. Os tiros foram ouvidos logo após o início da refeição, quando os convidados começaram a se esconder debaixo das mesas. Agentes fortemente armados do Serviço Secreto entraram no salão, e alguns presentes chegaram a improvisar barricadas com cadeiras, em um cenário descrito como surreal por uma jornalista da BBC.

Detalhes do ataque e do suspeito

O suspeito, identificado como Cole Allen, de 31 anos, morador da Califórnia, estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas. Imagens de câmeras de segurança mostram Allen correndo em direção ao bloqueio de segurança, mas ele foi derrubado e preso por agentes do Serviço Secreto antes de entrar no salão. Durante a ação, houve troca de tiros, e um agente foi atingido no colete à prova de balas, sem ferimentos graves. Allen estava hospedado no mesmo hotel e teria chegado ao andar do evento pelo elevador. O FBI realizou buscas em sua residência em Torrence, Califórnia, e acredita que ele agiu sozinho.

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Motivação e acusações

As motivações de Allen ainda são investigadas, mas ele teria admitido, após a prisão, que pretendia atirar em membros do governo Trump, conforme informou a CBS News. Na segunda-feira (27), ele será formalmente acusado em um tribunal federal por dois crimes: uso de arma de fogo durante a prática de um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa, segundo a procuradora Jeanine Pirro.

Reação de Trump

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump classificou o incidente como um momento traumático e inesperado. Ele relatou que inicialmente pensou que o barulho dos tiros fosse de uma bandeja caindo, mas sua esposa, Melania, percebeu rapidamente que algo estava errado. Trump elogiou a eficácia dos agentes de segurança e afirmou que acredita ser o alvo do ataque, lembrando que já sofreu duas tentativas de assassinato nos últimos dois anos. "Ser presidente é uma profissão perigosa", declarou.

Consequências e próximos passos

O evento foi adiado por até 30 dias, apesar de Trump ter pedido sua retomada imediata. A organização informou que não há feridos entre os convidados. Além de Trump, estavam presentes o vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, todos evacuados em segurança. A polícia local e o FBI continuam as investigações para esclarecer todos os detalhes do ataque.

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