O padre Neto Rêgo, fundador da Comunidade Católica Ore, viralizou nas redes sociais ao gravar um vídeo em que dança o "Passinho do Jamal" com coroinhas da comunidade, em Teresina (PI). Sacerdote há 17 anos, ele combina fé, música e acolhimento para atender aos fiéis da capital e de outras regiões do estado.
No vídeo, que já acumula 8 mil curtidas e 122 mil visualizações no Instagram, o padre executa os passos da coreografia que mistura movimentos dos braços em sincronia com as pernas, acompanhado de sorrisos e muita animação, tanto dele quanto dos acólitos.
Contexto da gravação
O padre explicou que o vídeo foi gravado durante o Cerco de Jericó, uma campanha de oração que dura sete dias e ocorre 24 horas por dia. A dança, segundo ele, foi uma forma de expressar a alegria pela conclusão das atividades. "Os acólitos trabalham muito nesse período, tanto na organização como na adoração. São dias intensos de trabalho; quando terminamos, vem aquela alegria de ter cumprido a missão. A dança é uma expressão de que a alma está alegre e nós estávamos cheios do amor de Deus", afirmou.
Música como ferramenta de fé
Em entrevista à TV Clube, o sacerdote, que também é estudante de medicina, contou que decidiu usar a música para falar sobre Jesus Cristo e sobre as alegrias e dores dos fiéis. Ele pretende se especializar em psiquiatria. Além disso, Neto Rêgo possui um EP de música autoral católica e se apresenta em shows, cantando canções conhecidas no meio religioso, como "Anjos de Deus", do padre Marcelo Rossi.
"A música às vezes vai aonde a palavra não chega, aonde o medicamento demora um pouco a agir. Decidi apostar na música, fui para os estúdios gravar e levar um pouco da música ao povo de Deus", disse o religioso.
Música e saúde mental
O padre afirmou que, nos últimos anos, passou a recomendar aos fiéis com problemas psicológicos que ouvissem música durante a manhã. Segundo ele, os que adotaram a prática tiveram mais facilidade para cuidar da saúde mental. "Elas tiveram um rendimento mais elevado, alcançaram mais rápido a cura [da depressão]. Claro, na interdisciplinaridade com os medicamentos e a atividade física, mas a música ajudou a quebrar cadeias em que a pessoa estava e trazê-las de volta à vida e à esperança", comentou.



