Um relatório do Ministério do Trabalho e Emprego revela que as mulheres representam 39,1% dos vínculos empregatícios em estabelecimentos com 100 ou mais funcionários no Maranhão. Os dados integram o 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial, divulgado na segunda-feira (27), em parceria com o Ministério das Mulheres.
Cenário no Maranhão
Em dezembro de 2025, o estado contava com 675 estabelecimentos de grande porte, responsáveis por 242,9 mil vínculos de trabalho. Desses, 95,2 mil eram ocupados por mulheres, sendo 77,3 mil mulheres negras (81,2%) e 17,8 mil não negras (18,7%).
Desafios na igualdade salarial
Apesar da Lei de Igualdade Salarial estar em vigor desde 2023, que assegura remuneração igual para homens e mulheres na mesma função, a efetivação ainda enfrenta obstáculos. A diferença salarial entre os gêneros cresceu de 19% para 21% entre 2024 e 2025.
Considerando empresas com 100 ou mais empregados, os homens ganham, em média, 16,4% a mais que as mulheres. Em dezembro de 2025, a remuneração média feminina era de R$ 2.771,59, enquanto a masculina chegava a R$ 3.314,80.
Disparidade racial
Entre as mulheres, as negras receberam, em média, R$ 2.555,93, enquanto as não negras tiveram rendimento de R$ 3.756,69. Já entre os homens, os negros receberam, em média, R$ 3.084,42, e os não negros, R$ 4.705,32 no estado.
Políticas de incentivo
O Painel do Relatório de Transparência Salarial também trouxe dados atualizados do primeiro semestre de 2026 sobre empresas que adotam políticas de incentivo à contratação de mulheres. No Maranhão, 24,5% dos estabelecimentos possuem tais iniciativas.
Especificamente, 3,4% das empresas com 100 ou mais empregados têm políticas para contratar mulheres vítimas de violência doméstica. Outros 12,6% adotam medidas para mulheres LGBTQIAP+. Além disso, 14,2% incentivam a contratação de mulheres com deficiência, e 17,8% desenvolvem ações voltadas à inclusão de mulheres negras.



