Idoso de 87 anos desaparece há um mês após sair para comprar refrigerante no Acre
Idoso desaparece há um mês ao comprar refrigerante no Acre

Idoso de 87 anos desaparece há um mês após sair para comprar refrigerante no Acre

Há exatamente um mês, o aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, saiu de sua residência no bairro Alto Alegre, em Rio Branco, com um objetivo simples: comprar um refrigerante para o almoço em família. Desde então, ele não foi mais visto, deixando parentes e amigos em um estado de tensão e angústia constante enquanto buscam qualquer informação sobre seu paradeiro.

A família pede que qualquer pessoa com dados sobre o idoso entre em contato imediatamente com a Polícia Civil pelo número 197, com o Corpo de Bombeiros através do 193, ou diretamente com os familiares no telefone (68) 99994-9881.

Buscas intensas e pistas falsas

As equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram as operações de busca no dia 20 de janeiro, concentrando esforços principalmente nos ramais do Mutum e Plácido, região onde Pedro foi avistado pela última vez. A neta do desaparecido, Tauane Vilchez, relatou com emoção nesta quarta-feira (18) que a família tem enfrentado um turbilhão de informações não confirmadas.

"Vamos procurando onde as pessoas indicam possíveis pistas. Às vezes, a gente recebe uma informação que viram ele em tal lugar, mas quando vamos verificar, nunca é verídico. Estamos aflitos e só queríamos saber o que aconteceu", afirmou Tauane.

Após as buscas iniciais dos bombeiros, o caso mobilizou diversas forças de segurança. Pedro sofre de problemas cardíacos e de audição, condições que aumentam a preocupação com seu bem-estar.

Última imagem e características do idoso

A última imagem registrada do aposentado foi capturada por uma câmera de segurança de um estabelecimento no Ramal do Mutum. Nas gravações, Pedro aparece caminhando pela estrada vestindo a mesma roupa que usava ao sair de casa no dia 18 de janeiro: calça jeans, uma blusa branca e um chapéu também branco.

Para os familiares, os últimos trinta dias têm sido um período de profunda aflição. "Só queremos saber o que aconteceu. Sempre foi um brincalhão, um avô amoroso e cheio das brincadeiras. Sempre procurava fazer a gente rir, nunca deixava a gente quieto. [O que mais dói] é não ter notícias, não saber o que realmente aconteceu, é a saudade apertando no peito", lamentou a neta.

Continuação das buscas e hipóteses

Tauane Vilchez revelou que, ao longo deste mês, a família foi ouvida entre quatro e cinco vezes pela Polícia Civil. Amigos e parentes não desistiram das buscas, explorando diversas possibilidades para o desaparecimento.

"Pensamos em muitas possibilidades, entre elas que ele pode ter pegado uma carona e ido para outro município. Já nos ligaram dizendo que estaria em Sena Madureira, Bujari e aqui na [rua] Isaura Parente. Num caso extremo, achamos que pode estar na casa de alguém sem memória", destacou.

Vale ressaltar que o idoso é natural de Boca do Acre, no Amazonas, mas estava em Rio Branco há mais de quatro meses para tratamentos de saúde. Segundo sua neta, ele já havia morado na capital anteriormente, conhecia bem a região do Alto Alegre e não tinha histórico de se perder. "Conhecia o bairro Alto Alegre há mais de 20 anos, pois meus tios moram lá. O mercado que ele foi comprar o refrigerante fica a uns 500 metros da casa do meu tio Marcos", explicou.

Investigações policiais e suspensão das buscas

A polícia trabalha com a hipótese de que o idoso pode ter se perdido e, por conta de suas limitações auditivas, não conseguiu retornar para casa. Foram realizadas oitivas, mas como não há indícios de crime, o trabalho se concentra em obter informações que possam levar à sua localização.

O delegado Pedro Paulo Buzolin, coordenador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), afirmou à Rede Amazônica Acre, no dia 28 de janeiro, que todos os relatos de pessoas que teriam avistado Vilchez acabaram não se confirmando.

O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou que todos os equipamentos disponíveis foram utilizados nas buscas, incluindo cães farejadores e um veículo aéreo não tripulado (Vant), aeronave empregada em operações de monitoramento de áreas sensíveis e ações estratégicas de inteligência da Sejusp.

Diante da falta de novas pistas concretas, os bombeiros suspenderam temporariamente as buscas nos ramais e estradas. No dia 4 de fevereiro, a pedido da polícia, uma nova varredura foi realizada na região do Ramal do Mutum, mas nenhum indício foi encontrado.