Escultura da 'Morte' em jardim assusta pedestres no interior de SP
Escultura da Morte assusta pedestres em São Carlos

Uma simples caminhada pelo quarteirão se transformou em momento de pavor para a servidora pública Sônia Fonseca Cassoli, no Centro de São Carlos, interior de São Paulo. Enquanto explorava a região a pé, ela se deparou com uma estátua macabra no jardim de uma residência. O susto foi registrado em vídeo no mês de abril, mostrando o instante em que ela filma a figura sinistra entre as folhagens e foge apavorada.

Susto durante passeio

Sônia, que reside em Araraquara, tem o costume de jantar em restaurantes e depois caminhar pelas redondezas, seja para conhecer novos lugares ou observar a conservação dos espaços públicos. No entanto, ela afirmou ter ficado chocada com o que encontrou após o jantar. "Ao sair do restaurante, fui dar minha volta habitual e a casa me chamou a atenção pela arquitetura e pelo jardim. Aproximei-me e vi algo estranho; quando cheguei mais perto, deparei-me com essa figura bizarra. Saí correndo, com muito medo. Fiquei impressionada e apavorada", relatou.

Obra de artista local

No local, funciona o estúdio de tatuagem e ateliê do artista Rafael. Como não há placa de identificação do comércio, a escultura parece ter saído de um filme de terror, assustando quem passa. Duas caveiras de animais completam o cenário de suspense. O tatuador explicou que ele mesmo esculpiu a 'dona morte', baseando-se em um esqueleto humano com todas as medidas e proporções. "Fiz a escultura de cimento sobre a proporção de esqueleto humano há uns três anos. Ela ficou um tempo dentro do estúdio, assombrando um canto, mas depois achei melhor colocá-la no jardim e ficou legal lá", contou.

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Reação dos vizinhos

O que o artista não esperava era que a obra impactasse tanto as pessoas. Vizinhos informaram que é comum ver pedestres parando no local e saindo correndo assustados. Outros, mais corajosos, fazem fotos e selfies por lá e dão risada. Segundo Rafael, até a Polícia Militar apareceu uma vez. "Na primeira noite em que a estátua foi colocada no jardim, a PM apareceu na frente da casa e bateu a lanterna lá. Assustei-me quando vi a viatura em frente dando um enquadro nela", disse aos risos.

Reflexão existencial

O tatuador explicou que a escultura vai além da estética e assume um papel existencial. Ao representar a morte, a peça é vista por ele como uma espécie de guardiã, que provoca reflexão constante sobre a vida e o valor do tempo. "Eu fiz a escultura da morte mesmo. Vejo como um bom presságio, uma passagem de um estágio para outro. Nós podemos morrer a qualquer hora, e uma frase que gosto sempre de usar é que a morte está sempre por perto. E é bom lembrar que devemos viver todos os outros dias", concluiu.

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