O Corpo de Bombeiros Militar do Amapá emitiu um alerta sobre o crescimento no número de afogamentos no estado. O alarme soa após o desaparecimento de um homem no rio Amazonas, na tarde da última quarta-feira (14). A vítima, identificada como Paulo de Oliveira Souza e Lima, de aproximadamente 30 anos, sumiu nas águas ao tentar uma travessia a nado considerada de alto risco.
Detalhes do desaparecimento e operação de busca
Paulo desapareceu no trecho entre a Ilha de Santana e a Ilha do Farol, a cerca de 20 quilômetros de Macapá. Testemunhas relataram às autoridades que ele iniciou a travessia, mas não conseguiu completar o percurso, acabando por submergir. O alerta foi dado ao Corpo de Bombeiros por volta das 15h34, que imediatamente acionou sua equipe de Salvamento Aquático.
As operações de busca começaram ainda durante a tarde e se estenderam até o início da noite. Nesta quinta-feira (15), mergulhadores especializados retornaram à região, concentrando esforços no local exato do desaparecimento. O major do CBM, Izídio Junior, detalhou a periculosidade do local: o canal entre as ilhas tem cerca de 20 metros de profundidade e 60 metros de largura, condições que tornam a travessia extremamente perigosa.
Alerta para o aumento de casos e histórico recente
O major Izídio Junior destacou a recorrência do problema. "Com relação a essa busca no município de Santana, esse é o segundo fato em menos de dois meses", afirmou. A declaração oficial serve como um alerta à população sobre os riscos de se aventurar em águas com características tão complexas.
Este não é um incidente isolado na memória recente do estado. Em novembro do ano passado, o adolescente Nicolas Victor Ramos, de 16 anos, morreu afogado enquanto tomava banho próximo à mesma Ilha do Farol. Os casos consecutivos acendem um sinal de alerta para as autoridades e para a comunidade sobre a necessidade de maior conscientização e cuidado com as águas dos rios da região.
Riscos da região e apelo das autoridades
A geografia local, com canais profundos e correntezas fortes típicas do rio Amazonas, exige extrema cautela. A tentativa de atravessar esses trechos a nado, sem equipamentos de segurança ou conhecimento das condições hidrográficas, configura uma situação de alto risco. O Corpo de Bombeiros reforça que a prevenção é a melhor ferramenta para evitar novas tragédias.
Enquanto as buscas por Paulo de Oliveira continuam, a corporação aproveita para fazer um apelo público. A orientação é clara: evitar nadar ou tentar travessias em locais de profundidade desconhecida, correnteza forte e sem a presença de salva-vidas ou supervisão adequada. A segurança aquática depende da combinação entre a ação do poder público e a responsabilidade individual.