Carnaval impulsiona tráfego aéreo com crescimento de 11% e recorde histórico nos aeroportos
O transporte aéreo brasileiro experimentou um crescimento significativo durante o período do Carnaval, movimentando aproximadamente 2,1 milhões de passageiros entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 2026. Os dados preliminares, divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), apontam para um aumento entre 10% e 11% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, quando foram registrados 1.888.609 passageiros.
Potencial recorde histórico
Se confirmados após a consolidação dos dados, prevista para março, esses números podem representar o maior movimento da série histórica da Anac para o feriado de Carnaval. A demanda se concentrou principalmente nos destinos tradicionais de folia em todo o país, refletindo a retomada vigorosa do setor aéreo após períodos de instabilidade.
Principais aeroportos e movimentação
Os aeroportos que registraram os maiores volumes de passageiros durante o período incluem:
- Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos: cerca de 1,1 milhão de passageiros entre 13 e 20 de fevereiro.
- Aeroporto Internacional do Galeão (Rio de Janeiro): aproximadamente 599 mil passageiros entre 11 e 22 de fevereiro.
- Aeroporto Internacional de Salvador: cerca de 309 mil passageiros no período de 11 a 22 de fevereiro.
- Aeroporto Santos Dumont (Rio de Janeiro): aproximadamente 110,9 mil passageiros entre 13 e 18 de fevereiro.
- Aeroporto Internacional de Fortaleza: cerca de 100 mil passageiros durante o feriado.
Metodologia e contexto do setor
A estimativa preliminar foi calculada com base em voos programados, oferta de assentos e voos realizados, metodologia padrão utilizada pela Anac para análises iniciais de demanda. Esse crescimento no Carnaval segue uma tendência positiva observada no setor aéreo, que já havia registrado um aumento de 9,7% em janeiro de 2026 na comparação com janeiro de 2025.
O forte desempenho durante o feriado destaca a importância do Carnaval como um motor econômico para o turismo e a aviação no Brasil, com impactos significativos na infraestrutura aeroportuária e na economia local das cidades receptoras.



