Caos a bordo: Passageiros forçados a usar garrafas após banheiros de avião quebrarem em pleno voo
Caos aéreo: Banheiros quebram e passageiros usam garrafas

Imagine estar preso a 10 mil metros de altitude, com uma necessidade fisiológica urgente, e a única solução que lhe oferecem é... uma garrafa plástica. Pois essa foi a realidade surreal que passageiros de um voo da Norse Atlantic Airways enfrentaram nesta quinta-feira (29).

O voo que partiu de Berlim com destino à Cidade do México transformou-se rapidamente num cenário digno de filme de comédia pastelão – só que ninguém estava rindo. Horas após a decolagem, o aviso veio pelo sistema de som: todos os cinco banheiros da aeronave estavam inoperantes. Todos. Sem exceção.

Desespero nos ares

"No começo pensei que fosse piada", relatou um passageiro ainda visivelmente abalado. "Mas aí você vê comissários distribuindo garrafas de água vazias e o pânico começa a se instalar."

A tripulação, claramente sobrecarregada, orientou os passageiros a... bem, usarem as garrafas para alívio urinário. Homens receberam instruções diretas; mulheres e crianças foram orientadas a usar fraldas disponíveis a bordo. Sim, fraldas.

Que situação no mínimo constrangedora, não?

Decisão polêmica gera revolta

O que mais chocou os passageiros não foi apenas a situação grotesca em si, mas a decisão da companhia de não fazer um pouso de emergência. Ao invés disso, o Boeing 787 Dreamliner seguiu voando por longas – e agoniantes – 6 horas até finalmente tocar o solo mexicano.

"É desumano!", protestou outra passageira. "Ficamos reféns de uma situação humilhante enquanto a empresa priorizou seu cronograma sobre nosso bem-estar básico."

Os banheiros apresentaram problemas logo no início do voo, mas a gravidade só ficou classe economy quando a situação se tornou insustentável. A companhia alega que seguiu todos os protocolos de segurança – mas será que protocolos incluem degradação humana a 10 mil metros de altitude?

O aftermach desse fiasco aéreo

Após o pouso – finalmente – no México, a Norse Atlantic emitiu um comunicado seco reconhecendo o "incidente técnico" e oferecendo... um voucher de 100 euros para voos futuros. Como se isso apagasse a memória de horas de constrangimento coletivo.

Especialistas em aviação já começaram a pesar sobre o caso. Alguns defendem que pousos não programados custam caríssimos às companhias; outros argumentam que dignidade humana não tem preço. A discussão promete aquecer os fóruns especializados.

Enquanto isso, os passageiros tentam superar o trauma. Muitos juraram nunca mais pisar em uma aeronave da companhia. Quem pode culpá-los?

Resta saber se autoridades aeronáuticas abrirão investigações sobre o caso. Uma coisa é certa: este voo entrará para a história dos piores pesadelos da aviação comercial recente.