Avião da Turkish Airlines desvia por ameaça de bomba via Wi-Fi: 148 passageiros envolvidos
Ameaça de bomba em Wi-Fi desvia avião turco para Barcelona

Um alarme de segurança foi acionado no Mediterrâneo nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026) após um passageiro criar uma rede de Wi-Fi com um nome contendo uma ameaça de bomba. O incidente envolveu um avião da Turkish Airlines que seguia de Istambul, na Turquia, para a Espanha.

Caças da OTAN em missão de escolta

Segundo informações do meio espanhol El Nacional, dois aviões militares da OTAN foram acionados para interceptar e escoltar a aeronave comercial. O motivo do alerta foi a descoberta de um hotspot pessoal, criado por um passageiro dentro do avião, cujo nome da rede incluía uma frase de extrema gravidade.

O voo TK1853, operado por um Airbus A321, sobrevoava o Mar Mediterrâneo quando a situação foi detectada. Imediatamente, caças espanhóis e franceses acompanharam a aeronave turca até seu destino.

Pouso de emergência e operação policial em Barcelona

A aeronave realizou um pouso de emergência no aeroporto El Prat, em Barcelona. Para não comprometer as operações do aeroporto, o avião foi direcionado para uma área de segurança isolada. Ao tocar o solo, a polícia já aguardava e cercou imediatamente o Airbus.

148 passageiros e sete membros da tripulação estavam a bordo. Todos desembarcaram em segurança e foram conduzidos para uma sala de contingência dentro do terminal. Cães farejadores foram levados ao local para uma inspeção minuciosa da aeronave.

Ameaça escrita no nome da rede Wi-Fi

Yahya Üstün, diretor de comunicação da Turkish Airlines, revelou a natureza precisa da ameaça. O nome da rede de ponto de acesso Wi-Fi criada pelo passageiro era: "Tenho uma bomba, vão todos morrer".

Diante disso, os protocolos de segurança de voo foram ativados sem hesitação. "Os procedimentos necessários foram imediatamente iniciados, de acordo com os protocolos de segurança de voo", afirmou a companhia aérea.

Busca concluída sem encontrar explosivos

A Guarda Civil espanhola liderou a busca no avião. Após uma revista completa, não foram encontrados explosivos ou qualquer artefato perigoso. O incidente foi, portanto, classificado como uma grave ameaça infundada, mas que demandou toda a resposta padrão de segurança aérea.

O caso segue sob investigação das autoridades espanholas para apurar a responsabilidade do passageiro que criou a rede Wi-Fi com o nome ameaçador. O episódio causou transtornos significativos, incluindo o desvio do voo e a mobilização de recursos militares e policiais de alto custo.