Rua José Lourenço em Juiz de Fora segue interditada após carro cair em cratera durante temporal
A queda de um carro em uma cratera durante o temporal do último domingo (5) voltou a expor a fragilidade na infraestrutura da Rua José Lourenço, no bairro Borboleta, em Juiz de Fora. O trecho, que tem um histórico de interdições desde 2001, segue com bloqueio total enquanto obras de recuperação são executadas pela Prefeitura.
Problema crônico na infraestrutura urbana
Diferentemente de crises anteriores, motivadas por deslizamentos de encostas, o problema atual foi causado pelo rompimento de uma rede pluvial após as fortes chuvas que atingiram a cidade em fevereiro. Segundo a Prefeitura, a falha comprometeu a estrutura do asfalto e exige uma intervenção profunda no sistema de drenagem.
A instabilidade da via afeta diretamente a economia local. A comerciante Luziele Venturini de Carvalho, de 43 anos, proprietária de uma loja de materiais de construção na rua, relata que o faturamento caiu cerca de 20%. "O que mais atrapalha é o trânsito. Com a Rua Gentil Forn também interditada, nos horários de pico está muito difícil passar por dentro do Borboleta", afirmou.
Impacto no trânsito e rotas alternativas
A Rua José Lourenço está com bloqueio total entre as ruas Tenente Paulo Maria Delage e Antônio Estefan. As alterações no trânsito incluem:
- Sentido Bairro: Motoristas devem seguir pela Rua Tenente Paulo Maria Delage e acessar as ruas Irmão Menrado, São Cosme e São Damião.
- Sentido Centro: O desvio deve ser feito pela Rua Antônio Estefan, com acesso posterior à Rua Tenente Paulo Maria Delage.
- Sistema Binário: No Bairro Adolpho Vireque, a Rua José Lourenço opera em mão única (sentido Borboleta-São Pedro) entre as ruas Adão Barbosa Lima e Pantanal.
Segundo a Via JF, os ônibus que atendem a região seguem rotas alternativas e, até o momento, não registram atrasos significativos.
Histórico de obras e intervenções atuais
Entre 2021 e 2024, a rua ficou interditada por quase três anos para obras de contenção que custaram cerca de R$ 5 milhões. Na ocasião, foram construídas duas cortinas atirantadas para estabilizar as encostas. A via havia sido reaberta totalmente em julho de 2024.
Agora, o foco da Secretaria de Obras é a modernização de 50 metros da rede subterrânea. As antigas manilhas de concreto estão sendo substituídas por tubulação em PEAD (polietileno de alta densidade), material mais resistente a erosões. Em nota, a Prefeitura informou que a rede é antiga e está a mais de quatro metros de profundidade, o que aumenta a complexidade do serviço.
Ainda não há prazo definitivo para a liberação total da via, pois novas inspeções são feitas à medida que o solo é escavado. Luziele, que vive na região desde a infância, destaca que os problemas são crônicos: "O trecho que desce do Borboleta para o Vale do Ipê tem problemas desde que me entendo por gente", conta a comerciante.



