Parecer técnico determina demolição parcial de prédio após incêndio por explosão de gás em Salvador
Demolição parcial de prédio após incêndio por explosão de gás em Salvador

Parecer técnico determina demolição parcial de prédio após incêndio por explosão de gás em Salvador

Um parecer técnico divulgado nesta quinta-feira (12) confirmou a necessidade de demolição de parte do prédio localizado no bairro do Stiep, em Salvador, que foi atingido por um incêndio de grandes proporções após uma explosão de gás de cozinha. O imóvel permanece interditado desde o incidente, que ocorreu no dia 27 de fevereiro, e o documento reforça as conclusões de uma vistoria prévia realizada pela Defesa Civil de Salvador (Codesal).

Áreas afetadas e recomendações para demolição

Segundo a Codesal, a demolição deverá ocorrer especificamente na ala esquerda do edifício, abrangendo os apartamentos situados no segundo, terceiro e quarto pavimentos. O parecer técnico acrescentou um pavimento à lista inicial de áreas que precisarão ser derrubadas, indicando um comprometimento estrutural mais extenso do que o inicialmente estimado.

As demais áreas do bloco poderão ser preservadas, desde que sejam realizados serviços de recuperação adequados. Para os apartamentos remanescentes, o documento recomenda intervenções como:

  • Revestimentos e pintura
  • Revisão de esquadrias
  • Inspeção das instalações elétricas e hidrossanitárias

O parecer também apresenta orientações técnicas detalhadas para a execução das obras de reconstrução e reparo, além de estabelecer cuidados específicos para o processo de demolição controlada da parte comprometida da estrutura. O objetivo principal é evitar que a estabilidade da seção que não será demolida seja afetada durante as operações.

Detalhes do incidente e críticas aos bombeiros

A explosão que deu origem ao incêndio aconteceu por volta das 10 horas do dia 27 de fevereiro, tendo início no apartamento 204. Imagens de segurança flagraram o momento exato da explosão, que foi precedida por relatos de moradores sobre um cheiro forte de gás de cozinha nos corredores desde as 8 horas da manhã.

Os bombeiros foram acionados, mas, de acordo com testemunhas, só conseguiram acessar o prédio após receberem autorização para arrombar o apartamento onde ocorria o vazamento. Vídeos feitos por moradores mostram os militares tentando invadir o local por uma das janelas momentos antes da explosão.

Após a explosão, o fogo se alastrou rapidamente pelo prédio, destruindo diversos apartamentos e causando danos significativos. Moradores criticaram publicamente a atuação dos bombeiros, alegando que o local não foi esvaziado antes da tentativa de controlar o vazamento de gás.

Em resposta, o Comandante-geral da corporação, Aloísio Mascarenhas Fernandes, defendeu a atuação dos militares, afirmando que agiram conforme o treinamento padrão. "A explosão aconteceu com os nossos bombeiros atendendo à ocorrência. Seguramente alguém acionou alguma fonte de calor e causou a explosão", explicou o comandante.

Consequências do acidente e próximos passos

O amigo e advogado do proprietário do apartamento 204 informou que ele autorizou o arrombamento do imóvel após os relatos de vazamento de gás. O dono do apartamento divide sua estadia entre Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, e Salvador, e não estava na cidade no momento do incidente.

O processo de demolição será conduzido pela Secretaria de Manutenção (Seman), que deverá isolar o acesso ao bloco vizinho na área térrea e fechar com chapas de madeirite as janelas voltadas para o prédio atingido.

Ao todo, 16 pessoas precisaram de atendimento médico em decorrência do acidente: doze moradores e quatro bombeiros. Quatro moradores foram liberados ainda no local, enquanto os demais receberam cuidados adicionais. O incidente serve como um alerta para a importância da manutenção adequada das instalações de gás e dos protocolos de segurança em edifícios residenciais.