Rompimento de caixa-d'água da Sabesp mata funcionário e causa emergência em Mairiporã
Caixa-d'água da Sabesp rompe, mata funcionário e causa emergência

Rompimento de reservatório da Sabesp causa tragédia e emergência em Mairiporã

A cidade de Mairiporã, localizada na Grande São Paulo, enfrenta uma situação crítica após o rompimento de uma caixa d'água da Sabesp, que resultou na morte de um funcionário e deixou nove pessoas feridas. O acidente, ocorrido na manhã de quarta-feira (11), levou a prefeitura a decretar estado de emergência nos bairros Jardim Nery e Capoavinha, áreas diretamente afetadas pela enxurrada de água.

Vítimas e deslocamentos forçados

O funcionário que perdeu a vida trabalhava na obra do reservatório e foi encontrado sem vida dentro de um container. Entre os feridos, três permanecem internados no Hospital Anjo Gabriel, enquanto seis já receberam alta médica. Até o momento, 82 pessoas foram retiradas de suas residências, sendo que 25 famílias tiveram que abandonar seus lares. Dessas, 10 famílias, totalizando 32 indivíduos, estão abrigadas em hotéis, e outras 15 buscaram refúgio na casa de parentes.

Resposta das autoridades e investigações

A Prefeitura de Mairiporã, liderada pelo prefeito Walid Ali Hamid (PSD), conhecido como Aladim, anunciou que a Defesa Civil Municipal realizará uma vistoria técnica nos imóveis atingidos. O objetivo é identificar quais residências precisarão ser interditadas, seja temporária ou permanentemente. Em nota oficial, a administração municipal destacou que ainda não recebeu comunicação formal da Sabesp sobre as causas do acidente, que continuam sob apuração pelos órgãos competentes.

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A Secretaria de Obras elaborará um relatório técnico detalhando as intervenções emergenciais necessárias e definindo prioridades para a recuperação das áreas afetadas, conforme informou a prefeitura. Além disso, o município formalizará um ofício à Sabesp solicitando esclarecimentos sobre as causas do ocorrido, as medidas de reparação dos danos e a forma de compensação às famílias impactadas.

Detalhes da obra e responsabilidades

O reservatório rompido fazia parte de uma obra iniciada em janeiro de 2025, com previsão de conclusão para maio de 2026. A estrutura, de grande porte, tinha capacidade para armazenar 2 milhões de litros de água e estava destinada a abastecer três bairros da cidade. Vídeos registrados por moradores mostram a força devastadora da água após o rompimento, causando destruição significativa nas redondezas.

Posicionamento da Sabesp

Em nota, a Sabesp expressou profundo pesar pelo falecimento do colaborador da empresa contratada para a obra e solidarizou-se com sua família, amigos e colegas. A companhia também manifestou solidariedade aos moradores de Mairiporã afetados pelo acidente. Desde os primeiros momentos, a Sabesp mobilizou equipes operacionais, de assistência social e de atendimento emergencial para prestar apoio necessário, afirmou a empresa.

A Sabesp acrescentou que acompanha diretamente a situação, colabora integralmente com a apuração do ocorrido e iniciou uma investigação interna rigorosa para identificar as causas do acidente. A empresa reiterou o compromisso de ressarcir todos os prejuízos causados pela ocorrência e prestar assistência às famílias atingidas.

Contexto histórico e preocupações

Este não é o primeiro incidente grave envolvendo infraestrutura da Sabesp na região. Em setembro do ano passado, uma mulher de 79 anos morreu em Mauá, também na Grande São Paulo, após uma tubulação de grande porte, sob responsabilidade da empresa, cair sobre sua casa. A vítima estava dentro da residência no momento do acidente e faleceu antes da chegada do socorro, levantando questões sobre a segurança das operações da companhia.

A tragédia em Mairiporã reforça a necessidade de medidas preventivas e de transparência nas obras públicas, especialmente em projetos de grande escala que impactam diretamente a comunidade local. As autoridades continuam monitorando a situação, enquanto as famílias desabrigadas aguardam soluções definitivas para retomar suas vidas.

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