Jovem sofre fratura nos dois joelhos após acidente com aparelho de musculação em academia de Brasília
Acidente em academia deixa jovem com fratura nos dois joelhos em Brasília

Jovem sofre fratura bilateral nos joelhos após falha em aparelho de musculação na Asa Norte

Uma jovem de Brasília enfrenta um quadro grave de saúde após um acidente envolvendo um aparelho de musculação em uma academia da Asa Norte. O incidente, que ocorreu no dia 1º de abril, resultou na fratura de ambos os joelhos da vítima, identificada como Júlia Stefany Cotrim Beserra, de 24 anos. O caso está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, sendo tratado como lesão corporal.

Detalhes do acidente e socorro imediato

De acordo com o relato prestado à polícia, Júlia realizava um exercício de elevação pélvica com uma carga de 180 quilos, peso ao qual já estava habituada desde que iniciou a prática regular de musculação em 2024. No momento crítico da execução do movimento, o cinto do equipamento, que deveria permanecer fixo na região pélvica, se soltou repentinamente e deslizou em direção às suas pernas, exercendo uma pressão intensa sobre os joelhos contra o chão.

Testemunhas, incluindo outros alunos e funcionários da academia, prestaram socorro imediato. Eles retiraram os pesos do aparelho e auxiliaram a vítima até a chegada do Corpo de Bombeiros. Júlia foi rapidamente transportada para o Hospital de Base do Distrito Federal, onde passou por exames detalhados.

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Diagnóstico médico e gravidade das lesões

Os exames de raio-x e tomografia confirmaram fraturas significativas em ambos os joelhos. Inicialmente, ela recebeu alta médica, mas, diante da severidade do quadro clínico, a família optou por buscar atendimento em um hospital particular. Até o momento, a jovem ainda não foi submetida à cirurgia e permanece em tratamento com medicação forte, incluindo morfina, para controlar a dor.

Os médicos alertaram para a necessidade de um procedimento cirúrgico de urgência a fim de evitar sequelas permanentes, como a possível perda das funções motoras nas pernas. A orientação é que Júlia se afaste completamente das atividades físicas por pelo menos um ano e poderá ficar sem conseguir andar por vários meses, dependendo da evolução do tratamento.

Posicionamento da defesa e investigações em andamento

O advogado Marco Vicenzo, que representa a família da vítima, expressou preocupação com a demora no atendimento adequado. "Ela foi atendida no hospital e mandada pra casa com os dois joelhos quebrados, como se estivesse bem. Agora: ou a família tem que se virar para pagar uma cirurgia particular; ou eu vou garantir na Justiça, por liminar. Se não, ela pode perder as duas pernas. A prioridade é garantir a cirurgia. Depois, responsabilizar os culpados", afirmou o profissional.

Em seu depoimento, Júlia destacou que utilizava o aparelho com frequência e nunca havia enfrentado problemas anteriores, mesmo com cargas similares. Ela não soube informar se houve falhas de manutenção no equipamento. O caso, inicialmente registrado na 5ª Delegacia de Polícia, foi transferido para a 2ª DP, na Asa Norte, que conduz as investigações. Até o momento, a academia envolvida não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.

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