Adolescente aciona spray de pimenta em escola de Poá; alunos passam mal e SAMU é acionado
Spray de pimenta em escola de Poá deixa alunos passando mal

Adolescente provoca incidente com spray de pimenta em escola estadual de Poá

Um episódio de irresponsabilidade juvenil causou alvoroço na noite desta quarta-feira (11) na escola estadual Helena Loureiro Rossi, localizada no município de Poá, região do Alto Tietê. Uma adolescente de 16 anos acionou um spray de pimenta dentro das dependências da unidade de ensino, resultando em diversos estudantes passando mal durante o período noturno.

Intervenção do SAMU e atendimento aos alunos

De acordo com informações da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi imediatamente acionado pela direção da escola para prestar assistência aos alunos afetados. Apesar do susto e do desconforto generalizado, a secretaria confirmou que nenhum estudante sofreu ferimentos em decorrência do incidente.

Relatos de um aluno presente no local detalham que a jovem teria disparado o spray no pátio da escola, durante o horário de jantar. "Muitas pessoas que estavam no local passaram mal e alguns chegaram a desmaiar e ter crises de ansiedade", contou o estudante, que também expressou preocupação com possíveis consequências mais graves: "A direção da escola não tem culpa dos alunos irresponsáveis, mas isso não pode passar impune. Ela [aluna] poderia ter matado alguém que tem bronquite e asma".

Status legal do spray de pimenta e encaminhamento do caso

É importante destacar que, atualmente, o spray de pimenta não é legalizado para o cidadão comum no estado de São Paulo. O produto é classificado como um Produto Controlado pelo Exército (PCE), o que significa que sua fabricação, compra e uso exigem autorização especial, sendo restritos principalmente a agentes de segurança pública e privada.

O objeto utilizado no incidente foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Poá. Conforme a Secretaria de Segurança Pública do estado, o caso foi registrado como não criminal na Delegacia de Itaquaquecetuba, indicando que não há intenção de processar criminalmente a adolescente envolvida.

Ações educativas em vez de punitivas

Em comunicado oficial, a Seduc-SP informou que a equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) está acompanhando o ocorrido. A estratégia adotada pelas autoridades educacionais prioriza a conscientização em detrimento da punição. A aluna não foi suspensa, e a secretaria anunciou que irá intensificar as ações de conscientização sobre a cultura de paz dentro da unidade escolar.

A nota completa da Secretaria de Educação afirma: "A Unidade Regional de Ensino de Itaquaquecetuba informa que, assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe escolar tomou todas as medidas necessárias, acionou o SAMU, que atendeu os estudantes na unidade. Nenhum aluno ficou ferido. Os responsáveis foram chamados e comunicados do ocorrido. A equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) acompanha o caso e intensificará as ações de conscientização sobre a cultura de paz na unidade. O caso foi inserido na plataforma do Conviva. A URE de Itaquaquecetuba e a escola estão à disposição da comunidade escolar para maiores informações".

O episódio serve como um alerta para a importância da educação sobre segurança e responsabilidade no ambiente escolar, especialmente em relação ao uso de produtos controlados e seus potenciais riscos à saúde coletiva.