Falha em escola de Cascavel faz avô com baixa visão levar menina errada para casa
Avô com baixa visão leva menina errada para casa em Cascavel

Falha em escola municipal faz avô com baixa visão levar menina errada para casa no Paraná

Um grave erro no protocolo de segurança de uma escola municipal de Cascavel, no oeste do Paraná, resultou em uma situação de desespero para uma família. Uma menina de apenas 4 anos foi levada por engano para casa por um avô com baixa visão, após uma falha na liberação de alunos. O incidente ocorreu no segundo dia de aula na Escola Municipal Artur Carlos Sartori, localizada no bairro Santa Felicidade, e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais após a mãe da criança relatar o ocorrido.

Confusão começou com massinha de modelar no ouvido

Segundo relatos da família, a sequência de eventos teve início quando a criança colocou massinha de modelar no ouvido durante as atividades em sala de aula. Preocupada com a saúde da aluna, a professora decidiu avisar imediatamente os responsáveis. Ao buscar nos registros escolares o contato dos familiares, a equipe da escola cometeu um erro crucial: duas crianças da mesma turma possuem o mesmo nome, e os funcionários ligaram para a família incorreta.

A mãe, Tamara Gonçalves da Luz, explicou que sua filha foi entregue por engano ao avô de outra menina que compartilhava o mesmo nome. O idoso, que tem baixa visão, não percebeu a troca até chegar em sua residência. “O avô tem baixa visão e não percebeu que a criança não era a neta. Só quando chegou em casa, a avó viu e disse que aquela criança não era neta deles”, contou Tamara em entrevista.

Desespero da família e retorno à escola

Após identificar o equívoco, os avós pediram ajuda a um vizinho para levar a menina de volta à instituição de ensino. Pouco tempo depois, a escola entrou em contato com Tamara para comunicar o erro. A mãe descreveu o momento de pânico ao receber a notícia. “Esperava de tudo, menos isso. Disseram: ‘ligamos para outra família de outra Aurora’. Eu falei: então tem que ligar de novo, gente. Mas a outra família veio e a escola entregou a minha filha”, relatou.

Felizmente, a criança não sofreu nenhum ferimento durante o episódio. No entanto, Tamara afirmou que a confiança na segurança da escola foi profundamente abalada. “Graças a Deus nada aconteceu, mas pensar que poderia ter sido diferente acaba comigo. Minha filha amou a escola, estava em êxtase, mas agora eu não sei se consigo mandar ela de volta”, desabafou a mãe.

Respostas das autoridades e investigações em andamento

A Secretaria Municipal de Educação de Cascavel emitiu um comunicado informando que a falha foi identificada no mesmo dia do ocorrido. As medidas tomadas incluíram:

  • Registro do caso em ata oficial
  • Comunicação imediata às famílias envolvidas
  • Reforço das orientações de segurança na unidade escolar
  • Acompanhamento do caso pela secretaria
  • Revisão dos protocolos de entrada e saída de alunos

A mãe registrou um boletim de ocorrência no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). A Polícia Civil assumiu a investigação do caso e aguarda informações detalhadas da escola para esclarecer completamente as circunstâncias do erro.

Nas redes sociais, o prefeito de Cascavel, Renato Silva (Republicanos), se manifestou sobre o incidente. Ele determinou a abertura imediata de um processo administrativo para apurar minuciosamente o ocorrido e revisar todos os procedimentos de segurança adotados nas escolas da rede municipal.

Este caso levanta questões importantes sobre os protocolos de segurança em instituições de ensino, especialmente em relação à identificação correta dos alunos e à comunicação eficaz com as famílias. A situação também destaca a necessidade de procedimentos mais rigorosos para evitar que erros administrativos resultem em riscos reais para a segurança das crianças.