Sobrevivente de acidente de lancha relata ouvir pedido de socorro de menino antes de tragédia fatal
Sobrevivente ouve menino pedir socorro antes de morrer em acidente

Sobrevivente de acidente de lancha relata momentos de desespero e pedido de socorro de criança

Diane de Faria, uma das nove pessoas que sobreviveram ao acidente de lancha que matou seis indivíduos na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, compartilhou os instantes mais angustiantes da tragédia. Entre eles, destaca-se o momento em que ouviu o menino Bento Aredes, de apenas 4 anos, pedir socorro antes de falecer. O acidente ocorreu na noite de sábado (21), quando a lancha colidiu com um píer no Rio Grande, entre os municípios de Rifaina (SP) e Sacramento (MG).

Detalhes do acidente e investigação em andamento

O incidente aconteceu quando a embarcação, que transportava passageiros de um bar para um condomínio em Sacramento, atingiu a estrutura do píer. As vítimas fatais incluíram o menino Bento, sua mãe Viviane Aredes, e outras quatro pessoas: Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, Erica Fernanda Lima e Wesley Carlos da Silva. A Polícia Civil de Minas Gerais está investigando as circunstâncias do acidente, enquanto a Marinha informou que, embora a documentação da lancha estivesse regular, o piloto não possuía permissão para operá-la. Sobreviventes relataram que a velocidade não era alta, mas culparam a falta de iluminação no píer pela colisão.

Relato emocionante da sobrevivente Diane de Faria

Diane, que não sabe nadar, descreveu como conseguiu escapar da lancha virada com a ajuda do marido, agarrando-se a uma parte da embarcação. "Meu marido veio e me empurrou, aí eu consegui passar por baixo e grudar no motor pra poder subir", contou ela. Após sair da água, Diane ajudou a salvar dois jovens, Arthur e Lara, que subiram no píer. Foi nesse momento que ouviu o pedido de socorro do menino Bento. "Aí nós escutamos o Bento chamando. Gritou três vezes, socorro, ajuda. A gente já não conseguia ter força, mas a gente fazia muita força pra tentar levantar a ponta [da lancha]", relatou.

Busca por ajuda e resgate das vítimas

Com o peso da lancha tornando impossível resgatar mais pessoas, Diane seguiu o conselho do marido e saiu em busca de auxílio. "Se ficar todo mundo aqui, não vai sobreviver ninguém. Vai e tenta conseguir ajuda", lembrou ela. Diane então ligou para emergências e mobilizou voluntários e bombeiros, que iniciaram o resgate. Os corpos das seis vítimas foram sepultados na segunda-feira (23) em Franca (SP), cidade onde residiam.

Impacto da tragédia e lições de segurança

Este acidente destaca a importância de medidas de segurança em atividades náuticas, como a habilitação adequada de pilotos e a iluminação de estruturas em rios. A comunidade local e as famílias das vítimas estão em luto, enquanto as investigações buscam esclarecer responsabilidades e prevenir futuros incidentes. A história de Diane serve como um testemunho comovente dos riscos e da resiliência humana em situações extremas.