Família pernambucana vive 'momento de terror' com alagamento em cruzeiro da MSC
Alagamento em cruzeiro assusta família pernambucana

Uma família natural de Pernambuco passou por uma experiência aterradora durante um cruzeiro de luxo, quando uma inundação repentina invadiu a cabine onde estavam hospedados. O fato ocorreu em alto-mar, fazendo com que os passageiros temessem pelo naufrágio da embarcação.

O "momento de terror" em alto-mar

O economista Marcelo Barros, que viajava com a esposa, os dois filhos e sua sogra, descreveu a situação como um verdadeiro pesadelo. O incidente aconteceu na manhã de segunda-feira, 12 de fevereiro, enquanto o navio da empresa MSC Cruzeiros navegava entre os portos de Búzios, no Rio de Janeiro, e Salvador, na Bahia.

"A água começou a entrar pelas cabines e os corredores já estavam repletos de água", contou Marcelo ao g1. Por volta das 7h45, funcionários bateram nas portas alertando sobre um possível incêndio, já que a causa inicial era desconhecida e poderia ser um curto-circuito. A família, localizada no décimo andar, imaginou o pior: se a água chegava àquela altura, os andares inferiores poderiam estar submersos.

Falta de assistência e prejuízos materiais

Segundo o relato do passageiro, cerca de 40 cabines foram afetadas pelo vazamento, que atingiu crianças, adultos e idosos. A informação repassada pela tripulação foi de que um cano de água pressurizada teria estourado dentro do navio.

Os passageiros das cabines atingidas foram levados para um bar no oitavo andar. No entanto, a assistência foi criticada como precária. "Praticamente ninguém deu explicação de nada, não houve nenhum tipo de assistência. Basicamente, serviram água e bebida e a gente ficou sem informação nenhuma", afirmou Marcelo.

Ele conseguiu uma cabine provisória apenas por estar acompanhado da sogra, que usa cadeira de rodas. A maioria dos outros hóspedes não teve a mesma sorte. Muitos passaram o dia inteiro no bar e, à noite, foram informados de que deveriam retornar aos quartos, que ainda estavam úmidos, por falta de acomodações alternativas.

Os prejuízos materiais foram significativos. Celulares, malas, roupas, sapatos e outros objetos pessoais foram danificados ou perdidos devido ao grande volume de água. "Perdi dois celulares que caíram na água", lamentou o economista.

Compensação e investigação

A MSC Cruzeiros orientou os passageiros a entrar em contato por e-mail com a sede da empresa em São Paulo e ofereceu uma compensação de US$ 150. O g1 tentou contato com a empresa para confirmar as causas do alagamento e as providências, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem original.

Após a chegada do navio a Salvador, Marcelo procurou a Capitania dos Portos. Ele foi informado de que uma vistoria mais detalhada seria realizada quando a embarcação atracasse em Maceió. O comandante local solicitou explicações ao comandante do navio e aguardava a inspeção.

O cruzeiro havia começado no dia 7 de janeiro, em Maceió, com escalas em Santos (SP), Búzios (RJ) e Salvador (BA). O retorno final à capital alagoana estava previsto para a quarta-feira, 14 de fevereiro.