A Receita Federal de Foz do Iguaçu, no Paraná, destruiu mais de 20 mil unidades de emagrecedores irregulares nos primeiros cinco meses de 2026. O procedimento de destruição é padrão, já que não é possível verificar a procedência dos produtos, se são falsificados ou se foram transportados adequadamente. A maioria dos itens é incinerada.
Segundo o órgão, muitos medicamentos apreendidos entram no país sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não há controle adequado de armazenamento e transporte, nem garantia de que o conteúdo das ampolas e frascos corresponde ao descrito nas embalagens, o que representa riscos à saúde.
“Esses produtos não possuem registro sanitário e podem conter ingredientes não declarados ou substâncias perigosas. O uso pode provocar graves efeitos adversos, já que a composição, origem e condições de fabricação são desconhecidas”, informou o delegado Cezar Vianna.
Após a apreensão, os produtos ficam armazenados em depósitos da Receita Federal. Em Foz do Iguaçu, são levados para a Alfândega. Quando há receita médica e possibilidade de regularização, os medicamentos podem permanecer refrigerados se estiverem em condições adequadas. Caso contrário, são incinerados.
Os responsáveis têm entre 30 e 45 dias para apresentar defesa. Se não houver recurso, os produtos seguem para destruição.
Processo de destruição
- Os medicamentos são retirados das embalagens originais.
- As embalagens são prensadas, enfardadas e encaminhadas para reciclagem.
- Os emagrecedores são incinerados em forno com temperaturas a partir de 1.000 °C.
- As cinzas podem ser reaproveitadas na fabricação de tijolos e cimento.
- O processo leva de um a dois dias.
Junto aos emagrecedores, outras mercadorias irregulares também são destruídas. A incineração ocorre a cada três meses, para reunir maior quantidade e organizar o transporte até a empresa responsável, em Senador Canedo, Goiás.
Foz do Iguaçu: epicentro do contrabando
Atualmente, Foz do Iguaçu concentra a maior parte das apreensões no país, com alta explosiva no contrabando de medicamentos vindos do Paraguai. De 1º de janeiro a 20 de maio de 2026, a Receita Federal apreendeu mais de 69 mil emagrecedores na cidade. O número supera em 165% o volume apreendido em todo o estado do Paraná em 2025, quando foram confiscadas cerca de 26 mil unidades — entre canetas e ampolas.



