O mineiro Leonardo Pena, de 51 anos, natural de Viçosa e atualmente residente em Belo Horizonte, fez parte do grupo recorde de 274 alpinistas que formaram uma longa fila para alcançar o cume do Monte Everest na quarta-feira, 20 de maio. A informação foi confirmada ao g1 pelo próprio montanhista, que já iniciou a descida após atingir o topo. A expectativa é que ele retorne ao acampamento-base nesta sexta-feira, 22 de maio.
Leonardo integrou uma equipe composta por brasileiros e outros escaladores internacionais. Sua esposa, Laura D’Angelo, que acompanhou toda a expedição por GPS, relatou que o grupo partiu na madrugada de sexta-feira, 15, para sábado, 16, dando início à jornada até o cume. Apesar da vasta experiência do marido, Laura admitiu que a ansiedade marcou o período de escalada. “Eu sabia que ele estava preparado, confio demais na disciplina e na experiência dele na montanha, mas é impossível não ter medo. A cada conquista na subida, a gente vibrava”, afirmou.
Descida e próximos passos
De acordo com Laura, Leonardo encontra-se atualmente no Campo 2 durante a descida. Embora esteja em uma área considerada mais segura, ele ainda precisa enfrentar a temida Cascata de Gelo, uma das etapas mais perigosas do percurso, antes de chegar ao acampamento-base. “Aí ele dorme no Campo 2 e depois, no fim do dia, segue para atravessar a cascata de novo. Como ele mesmo disse, só acaba no acampamento-base”, explicou Laura. A previsão é que Leonardo chegue a Kathmandu, capital do Nepal, nesta sexta-feira, onde poderá fornecer mais detalhes sobre a expedição.
O Monte Everest, com seus 8.849 metros de altitude, está localizado na fronteira entre o Nepal e a região do Tibete, na China, e pode ser escalado por ambos os lados.
Trajetória como alpinista
A carreira de Leonardo nas escaladas começou ainda na década de 1990, nas rochas, evoluindo para uma busca constante por desafios em alta altitude, diferentes culturas e paisagens marcantes. Desde 2008, ele constrói uma carreira sólida no montanhismo sul-americano, com passagens por montanhas no Peru, Bolívia e Equador. Em 2022, alcançou os Himalaias pela primeira vez. Pouco depois, viveu uma das experiências mais marcantes de sua carreira ao escalar o Ibn Sina (antigo Pico Lênin), na Ásia Central, onde o contraste cultural e as condições da escalada tornaram a expedição ainda mais especial.



