Criança de 4 anos sofre amputação parcial do dedo em acidente dentro de creche em Sorocaba
Uma criança de apenas 4 anos de idade sofreu uma amputação traumática em parte de um dos dedos da mão após um grave acidente ocorrido na última sexta-feira (13), no Centro de Educação Infantil (CEI) número 10, localizado no bairro Aparecidinha, em Sorocaba, interior de São Paulo. O incidente, que envolveu o fechamento de uma porta dentro da sala de aula, resultou na perda repentina de um fragmento do dedo da vítima, levantando questões sobre os protocolos de segurança e atendimento emergencial na unidade educacional.
Detalhes do acidente e atendimento médico
Segundo relatos da família, a criança havia iniciado suas atividades na creche no começo de fevereiro. Durante as atividades do dia, o menor prendeu o dedo em uma porta, sofrendo a amputação traumática. Camila Fortes, mãe da vítima, recebeu uma ligação da escola por volta das 15h40, sendo informada inicialmente que o filho estava "sangrando muito". Minutos depois, foi avisada que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) havia sido acionado.
Ao chegar ao local, a mãe constatou junto à equipe médica a gravidade da lesão: um pedaço do dedo havia sido arrancado. A criança foi rapidamente encaminhada ao Hospital Regional de Sorocaba, onde passou por procedimento cirúrgico e recebeu alta no sábado (14). No entanto, um aspecto crítico do atendimento chamou a atenção: conforme a família, o Samu questionou por que o fragmento do dedo não havia sido recolhido e colocado imediatamente no gelo, medida que poderia ser decisiva para um possível reaproveitamento.
Demora no socorro e busca por responsabilização
Apenas após a solicitação explícita da equipe médica, funcionários da escola iniciaram a busca pelo pedaço amputado e o entregaram em gelo. Contudo, a demora nesse processo teria inviabilizado qualquer tentativa de aproveitamento do fragmento, conforme relatos familiares. Diante da situação, a família já registrou boletim de ocorrência e anunciou que irá buscar reparação na Justiça.
Além disso, a família solicita uma apuração minuciosa do caso, com a preservação das imagens das câmeras de segurança e dos relatórios internos da unidade. "Precisamos entender exatamente o que aconteceu e garantir que medidas sejam tomadas para evitar que outros crianças passem por isso", afirmou a mãe, em declaração ao g1 Sorocaba e Região.
Posicionamento da Secretaria da Educação
Em nota oficial, a Secretaria da Educação de Sorocaba confirmou o ocorrido e detalhou que a criança sofreu a lesão em um dos dedos da mão após o fechamento de uma porta. A pasta afirmou que a equipe escolar prestou atendimento imediato, acionou o Samu e adotou todos os procedimentos necessários para o rápido encaminhamento ao hospital.
"O aluno passou por procedimento cirúrgico, acompanhado por sua responsável legal. A Secretaria da Educação acompanha o caso de forma contínua, mantém contato com a família. Também será realizada apuração administrativa para esclarecimento dos fatos, conforme os protocolos internos. Neste momento, a prioridade é o cuidado com a criança e o apoio à família", destacou a nota.
Reflexões sobre segurança em ambientes infantis
Este triste episódio reacende o debate sobre a segurança em creches e escolas infantis, especialmente no que diz respeito à prevenção de acidentes domésticos em ambientes coletivos. Especialistas em segurança infantil alertam que portas, janelas e móveis podem representar riscos significativos para crianças pequenas, exigindo medidas de proteção adequadas e constante supervisão.
A demora no recolhimento do fragmento do dedo também levanta questões sobre a capacitação das equipes escolares para lidar com emergências médicas. Protocolos de primeiros socorros, incluindo o armazenamento correto de membros amputados, são fundamentais para maximizar as chances de sucesso em atendimentos de urgência.
A família aguarda os desdobramentos da apuração administrativa prometida pela Secretaria da Educação, enquanto segue com os trâmites legais para buscar justiça e reparação pelo ocorrido. O caso serve como um alerta para instituições de ensino em todo o país sobre a importância de revisar e fortalecer seus protocolos de segurança e emergência.