Menino de 2 anos tem ponta do dedo decepada em creche municipal de Guarapari
Criança de 2 anos tem dedo decepado em creche de Guarapari

Menino de 2 anos tem ponta do dedo decepada em creche municipal de Guarapari

Um menino de apenas 2 anos de idade sofreu um acidente grave dentro de uma creche municipal no bairro Nossa Senhora da Conceição, em Guarapari, na Região Metropolitana do Espírito Santo. O incidente ocorreu no dia 12 de fevereiro, resultando na decepação da ponta do dedo da mão da criança. A família registrou um boletim de ocorrência e anunciou nesta segunda-feira, dia 2, que pretende processar o município por negligência.

Detalhes do acidente e atendimento

Segundo relatos da mãe do menino, a técnica de enfermagem Aline Couto, a direção da creche informou que a criança prendeu o dedo na dobradiça da porta de um armário. No entanto, Aline afirma que só após sua chegada ao local é que o filho foi levado ao hospital, com um atraso de mais de 30 minutos. "Eu vi o meu filho chorando muito no colo da coordenadora, com a mãozinha enrolada numa flanela de limpeza. Quando eu abri o pano, ele não tinha mais a ponta do dedo. Estava com osso exposto, sangrando e chorando muito", descreveu a mãe emocionada.

O menino foi encaminhado ao hospital, onde passou por uma cirurgia de emergência para colocar um enxerto na ponta do dedo. Ele permaneceu internado por três dias e agora está em recuperação em casa. Apesar da alta médica, a criança apresenta sinais de trauma psicológico. "Quando a gente pergunta, ele fala: 'A tia apertou o dedo, neném'. Ele ainda está traumatizado. Ele amava a escolinha, agora você não pode nem falar em escola. Ele fala: 'Não, mamãe, a escola é não'", contou Aline.

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Reação da família e medidas legais

A família está indignada com o ocorrido e tomou medidas legais imediatas. Além do boletim de ocorrência, a criança passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Vitória. Os pais afirmam que vão entrar com uma ação judicial contra a Prefeitura de Guarapari, responsável pela creche municipal. "A gente entrega nosso filho saudável e o mínimo que espera é receber ele do mesmo jeito. Quem fez isso tem que ser responsabilizado", declarou a mãe.

Aline também revelou que este não é o primeiro incidente envolvendo o filho na mesma creche. Em novembro do ano passado, a criança já havia se machucado na unidade, com ferimentos na testa e no nariz, conforme relatado na agenda escolar. Após o acidente recente, a família decidiu que o menino não retornará à escola e ficará sob os cuidados da avó materna.

Posicionamento da Prefeitura de Guarapari

Em nota oficial, a Prefeitura de Guarapari reconheceu o acidente, descrevendo-o como um evento involuntário em que a criança prendeu o dedo na porta de um armário, resultando em lesão grave. A administração municipal afirmou que a equipe escolar entrou em contato telefônico com a mãe para informar sobre o ocorrido, registrando o atendimento às 15h53 e com a presença da mãe na unidade às 16h16.

Segundo a prefeitura, a equipe prestou os primeiros atendimentos de imediato e acionou o suporte necessário, encaminhando a criança ao hospital para procedimento cirúrgico. A Secretaria Municipal de Educação (Semed), com apoio da Secretaria Municipal de Saúde, está oferecendo suporte médico, social e psicológico à criança e à família. Além disso, foi instaurado um processo de sindicância para apurar detalhadamente os fatos, com a prefeitura comprometendo-se a acompanhar o caso de perto.

Impactos e consequências

O acidente deixou marcas físicas e emocionais profundas na criança. A mãe lamenta que o filho terá uma deformidade permanente no dedo e critica a falta de agendamento para o acompanhamento psicológico oferecido. "Ele vai ter essa deformidade para sempre. Não basta só remédio", disse Aline, destacando a necessidade de suporte contínuo.

Este caso levanta questões sobre a segurança e supervisão em creches municipais, especialmente em relação a acidentes domésticos que podem ocorrer em ambientes educacionais. A família espera que a ação judicial promova mudanças e maior responsabilização, enquanto a comunidade local acompanha com preocupação os desdobramentos da investigação.

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