Uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Teresina nesta segunda-feira (27) colocou em pauta a grave situação do transporte eficiente na cidade. Cerca de 2 mil pessoas com deficiência estão sendo prejudicadas por falhas no serviço, que atualmente conta com apenas quatro ônibus para atender toda a demanda. O encontro reuniu representantes de associações, empresas envolvidas, Prefeitura Municipal e Ministério Público do Piauí (MPPI).
Frota insuficiente e reclamações dos usuários
Uma das principais queixas dos usuários é a quantidade insuficiente de veículos. A frota, que já chegou a ter cerca de 12 veículos, foi reduzida drasticamente. Os beneficiários cobram a retomada do número anterior de ônibus para garantir a mobilidade necessária ao acesso a serviços essenciais, como escola, atendimento médico, trabalho e atividades de lazer.
Troca de empresas e impasse
A empresa que operava anteriormente o transporte criticou a decisão de ter sido retirada do serviço. Já a nova empresa responsável afirmou que apresentou um plano de trabalho à Prefeitura de Teresina, prevendo a ampliação da frota para 12 ônibus no prazo de até 210 dias. No entanto, o Ministério Público do Piauí (MPPI) questionou o plano, considerando o prazo excessivo diante da urgência da demanda.
- Valor por quilômetro rodado: A empresa atual propôs a renegociação do valor pago, que era de R$ 6,50 e foi reajustado para R$ 7,18, podendo sofrer nova revisão. O reajuste também é alvo de contestação.
- Mediação da Câmara: A Câmara Municipal atua como mediadora do impasse, que se arrasta desde o ano passado, buscando uma solução para o problema.
Impacto na vida dos usuários
Enquanto a situação não é resolvida, os usuários do serviço relatam dificuldades para acessar serviços básicos. A falta de transporte adequado compromete a inclusão social e a qualidade de vida das pessoas com deficiência em Teresina.
*Yngridy Vieira, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.



