
Parece que a famosa linha 710, aquela que conecta tantos paulistanos aos municípios da região, simplesmente evaporou do mapa — e o estrago, bom, esse ficou bem visível. Logo no primeiro dia sem o serviço, as filas nos pontos de ônibus lembravam aquelas de show de rock, sabe? Só que sem a animação. Gente perdida, frustrada e, claro, atrasada para o trabalho.
A Artesp — a agência que regula esse tipo de coisa — saiu com um comunicado tentando acalmar os ânimos. Dizem que a paralisação é temporária, viu? Mas aqui é que mora o perigo: a tal "modernização" do sistema pode levar até cinco anos para ser concluída. Cinco anos! Quase uma Copa do Mundo inteira.
E Agora, José?
Enquanto a papelada anda e os projetos não saem do papel — porque é assim que essas coisas funcionam, né? —, os passageiros que dependiam do 710 estão tendo que se virar nos trinta. Algumas linhas alternativas foram reforçadas, mas parece que não deu muito certo. Quem passou pelo terminal na segunda-feira viu cena de filme: pessoas correndo de um lado para o outro, sem saber qual ônibus pegar.
Não é exagero não. Teve gente que perdeu compromissos importantes, outros que chegaram duas horas atrasados. Um caos que, francamente, poderia ter sido evitado com um pouquinho mais de aviso.
Mas E a Tal Modernização?
A Artesp garante que o projeto vai valer a pena. A ideia é trazer tecnologia nova, tornar o sistema mais eficiente e — quem sabe — até mais confortável. Mas convenhamos: anunciar uma mudança dessa magnitude sem um plano de transição robusto é como trocar o pneu do carro com ele andando na marginal.
E olha, não é a primeira vez que algo assim acontece. Quem lembra da reforma do sistema de trens anos atrás? Pois é. A memória é curta, mas o transtorno, ah, esse fica.
Enquanto isso, a pergunta que não quer calar: será que realmente precisamos esperar até 2030 para ter um transporte digno? Porque cinco anos em termos de mobilidade urbana é uma eternidade. E o paulistano, coitado, já está cansado de ser o último a saber.
O que você acha? Modernização justifica o transtorno? Ou será mais um daqueles projetos que começam com pompa e terminam no esquecimento?