Os usuários do transporte intermunicipal na Paraíba começam a pagar mais pelas passagens a partir desta quinta-feira, 1º. O reajuste nos valores, que atinge as linhas que ligam municípios e a travessia hidroviária entre Cabedelo e Costinha, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na última terça-feira, 30 de abril.
Entenda os percentuais de aumento
O ajuste tarifário não é uniforme em todo o estado. Para as linhas da Região Metropolitana de João Pessoa, o reajuste médio ficou em 3,8%. Já os passageiros que utilizam as linhas de características urbanas da Região Metropolitana de Campina Grande e a travessia de balsa Cabedelo/Costinha sentirão um impacto um pouco maior no bolso, com um aumento médio de 4,41%.
Segundo a publicação oficial, a decisão leva em conta fatores econômicos que pressionam o setor de transporte. Entre eles estão o aumento nos custos dos insumos operacionais, como combustível e peças, e a necessidade de renovação da frota de ônibus, essencial para manter a qualidade e a segurança do serviço prestado à população.
Confira a nova tabela de preços
Os novos valores já estão em vigor. Na Região Metropolitana de João Pessoa, algumas tarifas ficaram assim:
- João Pessoa para Alhandra: R$ 13,00
- João Pessoa para Bayeux: R$ 5,40
- João Pessoa para Cabedelo: R$ 5,60
- João Pessoa para Santa Rita: R$ 5,60
- João Pessoa para Conde (via BR-101): R$ 8,10
Na Região Metropolitana de Campina Grande, os passageiros pagarão, por exemplo:
- Campina Grande para Fagundes: R$ 7,85
- Campina Grande para Alagoa Nova: R$ 8,30
- Campina Grande para Massaranduba: R$ 6,40
Viagens para outras cidades do interior
Para trajetos mais longos, partindo da capital, os valores também foram atualizados. Destaques para:
- João Pessoa para Patos: R$ 107,60
- João Pessoa para Conceição: R$ 169,90
- João Pessoa para Campina Grande: R$ 42,50
- João Pessoa para Guarabira (via BR-230): R$ 29,75
- João Pessoa para Mamanguape (via BR-101): R$ 15,80
O reajuste é uma realidade que impacta diretamente o orçamento de milhares de paraibanos que dependem do transporte coletivo para trabalhar, estudar e acessar serviços. A expectativa é que o aumento, embora necessário do ponto de vista operacional das empresas, seja acompanhado de melhorias na qualidade e na oferta do serviço de transporte público no estado.