Os cariocas começaram a semana pagando mais para usar o transporte público. A partir deste domingo, 4 de janeiro de 2026, as passagens de ônibus e outros modais municipais na cidade do Rio de Janeiro sofreram um reajuste. O valor pago diretamente pelo usuário passou de R$ 4,70 para R$ 5.
Primeiro dia útil com a tarifa nova
Esta segunda-feira, 5 de janeiro, marca o primeiro dia útil com a nova tarifa em vigor. A alteração afeta uma ampla gama de serviços de transporte geridos pelo município. O aumento de 30 centavos representa uma mudança no orçamento diário de milhares de trabalhadores e estudantes que dependem desses sistemas para se locomover.
Entenda a tarifa real e o subsídio municipal
Embora o passageiro desembolse R$ 5 na catraca, esse não é o valor total que as empresas operadoras recebem. A tarifa de remuneração foi fixada em R$ 6,60. A diferença de R$ 1,60 por viagem é custeada pela Prefeitura do Rio, através de um subsídio.
Esse mecanismo de subsídio é calculado de forma indireta. O município não paga por passageiro, mas sim por quilômetro rodado. Após a conversão da remuneração por passageiro para remuneração por quilômetro, o valor é repassado às empresas. Esse modelo foi estabelecido em um acordo judicial celebrado em maio de 2022 entre a Prefeitura, o Ministério Público Estadual e os consórcios de ônibus.
Como foi calculado o novo valor?
O preço de R$ 5 para o usuário foi definido após a aplicação da fórmula paramétrica prevista nos Contratos de Concessão do serviço. Os dados utilizados no cálculo são referentes até novembro de 2025. A decisão também considerou os acordos judiciais em vigor, que instituíram o Indicador de Receita por Quilômetro (IRK).
O IRK é um parâmetro fundamental. Ele é obtido a partir da relação entre a receita total do sistema de transporte e a quilometragem total percorrida pelos veículos. Esse indicador serve como base para o acompanhamento da operação e para a definição da remuneração devida às empresas.
Quais modais de transporte estão com a passagem a R$ 5?
O reajuste não se limita aos ônibus convencionais. Todos os serviços de transporte público municipal tiveram seus valores alterados. A lista completa inclui:
- Serviço de Bus Rapid Transit (BRT)
- Serviço de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)
- Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus (SPPO-RJ)
- Serviço de Transporte Público Local (STPL)
- Serviço de Transporte de Passageiros Complementar Comunitário, conhecido como "Cabritinho" (STPC)
- Serviço de Transporte Especial Complementar de Passageiro (TEC)
A medida impacta diretamente a rotina financeira da população e reacende o debate sobre o custo da mobilidade urbana na capital fluminense. O modelo de subsídio, por sua vez, busca garantir a sustentabilidade econômica do sistema enquanto tenta amortecer o impacto direto no bolso do usuário.