Superlotação e atrasos desafiam passageiros em novas linhas de ônibus no Rio de Janeiro
Novas linhas de ônibus no Rio enfrentam superlotação e atrasos

Passageiros enfrentam superlotação e esperas intermináveis em novas linhas de ônibus do Rio

A rotina de milhares de cariocas que dependem do transporte público tem sido marcada por superlotação e tempos de espera excessivos nas linhas 160 e 162, que passaram a operar após o fim dos itinerários da empresa Real Auto Ônibus. Os problemas se tornaram diários, com relatos de ônibus que já partem lotados do ponto final, dificultando o embarque de passageiros em outras paradas ao longo do percurso.

Cenas de caos nos terminais desde as primeiras horas do dia

No Terminal Gentileza, a situação se repete todas as manhãs: filas extensas e passageiros disputando espaço para conseguir entrar nos coletivos. A linha 162, que segue até a Gávea, tem sido uma das mais criticadas pelos usuários. "É muito lotado. As pessoas têm muita dificuldade para entrar, filas quilométricas, muito grandes mesmo. Tem hora que você precisa empurrar para conseguir entrar e a porta fechar", desabafa a cozinheira Mônica Almeida da Silva, que enfrenta essa realidade diariamente.

Atrasos constantes e veículos que passam direto sem parar

Além da superlotação, os atrasos frequentes são outro ponto de grande insatisfação. Passageiros relatam que o intervalo entre os ônibus é longo e, em muitos casos, os veículos simplesmente passam direto sem parar nas paradas. "Todo dia chego atrasado ao trabalho. Já briguei com gente na roleta porque não tem espaço. Tem que colocar mais ônibus. Isso quando eles não param e passam direto", conta um homem que preferiu não se identificar.

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Na Estação Leopoldina, o cenário não é diferente. Mesmo quando os ônibus param, frequentemente já estão completamente lotados, sem espaço para novos passageiros. Há relatos de esperas que ultrapassam uma hora, comprometendo compromissos e rotinas.

Impacto na vida de estudantes e trabalhadores

A estudante Adrielle Reis depende da linha 162 para ir do Centro até sua faculdade na Gávea, mas nem sempre consegue embarcar. "Eu demoro mais para sair daqui, da Leopoldina, e chegar na Zona Sul do que de Nova Iguaçu até o Centro. É um absurdo", afirma, destacando como os problemas no transporte afetam diretamente sua vida acadêmica.

Substituição de linhas antigas gera novos problemas

A linha 162 foi criada para substituir a antiga 112, que deixou de circular após o fechamento da garagem da Real Auto Ônibus no final de janeiro. Já a linha 160, que liga o Terminal Gentileza ao Leblon, entrou no lugar da antiga 460. Passageiros de ambas as linhas enfrentam problemas semelhantes, com veículos que chegam lotados aos pontos de embarque, gerando insatisfação e desgaste diário.

Embora reconheçam que os ônibus são mais novos, os usuários afirmam que a quantidade em circulação ainda é insuficiente para atender à demanda real da população.

Posicionamento da Prefeitura do Rio

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Transportes informou que a operação das linhas 160 e 162 vem sendo ampliada progressivamente. Segundo a pasta, inicialmente cada linha contava com apenas quatro ônibus, mas atualmente já são dez veículos em circulação em cada uma.

A secretaria acrescentou que o consórcio Intersul, responsável pelas linhas, adquiriu 40 novos ônibus, que serão incorporados gradualmente nos próximos meses. O objetivo declarado é melhorar a regularidade e a qualidade do serviço oferecido à população carioca.

Enquanto essas melhorias não se concretizam completamente, os passageiros seguem enfrentando as dificuldades diárias, esperando que a situação do transporte público na cidade melhore em breve.

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