Vencedora do BBB-26 reclama de barulho excessivo em bar na região central de São Paulo
A campeã do BBB-26, Ana Paula Renault, utilizou as redes sociais neste sábado (2) para denunciar uma série de violações da lei do silêncio (PSIU) por parte de um bar localizado na Rua Augusta, vizinho ao seu apartamento, na região central de São Paulo. Segundo Renault, desde 2025 ela e os demais moradores do prédio convivem com o barulho de festas oriundas do estabelecimento, que funciona até as 3h da manhã com volume extremamente alto, perturbando o sossego da vizinhança.
De acordo com a vencedora do reality show, diversas denúncias foram protocoladas na Prefeitura de São Paulo, mas nenhum flagrante foi lavrado contra o bar, que opera com DJ e promove festas no estilo boate. “Há quase 2 anos convivo com uma situação que se tornou insustentável. Uma boate vizinha opera até as 3h da manhã com volume que faz as paredes do meu apartamento tremerem, móveis vibrarem e já derrubou uma porta da cristaleira no chão”, escreveu Renault.
Ela ainda destacou que as reclamações não têm surtido efeito: “Tenho rachaduras se alargando dia após dia. Recorri a todos os canais institucionais: e-mails à Prefeitura, registros no 156, boletins de ocorrência e vistorias com o PSIU que, nas raras vezes em que ocorreram, foram conduzidas no andar errado, tornando o flagrante impossível.”
Vereador aponta irregularidades no alvará
O vereador Nabil Bonduki (PT) comentou a postagem e denunciou que o bar Bernadette possui alvará apenas de restaurante, não tendo autorização para operar como casa noturna. Nas redes sociais do estabelecimento, no entanto, há anúncios de festas com DJ e pista de dança. “Muitas pessoas têm me acionado sobre esse caso. O bar em questão é o Bernadette, localizado na Rua Augusta, 1405, registrado na prefeitura sob o CNPJ 51.168.155/0001-72. O alvará foi emitido em 2023 e está válido. No entanto, trata-se de um alvará para restaurantes e similares, com lotação máxima de 100 lugares”, explicou Bonduki.
O vereador acrescentou: “Ao que tudo indica, o local funciona com características diferentes das autorizadas e comporta um público maior do que o permitido. Se isso se confirmar, o estabelecimento deve ser multado e, se necessário, lacrado até se adequar à finalidade proposta, inclusive no cumprimento das normas de segurança e acústica.”
Resposta do bar Bernadette
Por meio de nota, a Bernadette Casa afirmou que “exerce suas atividades de forma plenamente regular e em conformidade com a legislação vigente”. O estabelecimento declarou possuir Alvará de Funcionamento válido, Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), licença expedida pela Prefeitura Municipal, cadastro junto aos órgãos competentes e laudo técnico de isolamento/acústica emitido por profissional habilitado, atestando o cumprimento das normas aplicáveis, inclusive os parâmetros técnicos de controle de ruído.
A nota ainda ressalta que “a casa opera em consonância com a legislação municipal que regula atividades noturnas e com os princípios previstos no artigo 170 da Constituição Federal, que assegura o exercício da livre iniciativa dentro dos limites legais”.
Posição da Prefeitura e de Ana Paula
O g1 procurou a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para saber as providências em relação à reclamação e à denúncia do vereador, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Em suas redes sociais, Ana Paula Renault afirmou que “aguarda que as autoridades competentes ajam com a seriedade que esta situação exige”. Ela declarou: “O que temos vivido aqui é absolutamente insustentável e afeta todos os moradores dos arredores.”
O vereador Nabil Bonduki criticou a fiscalização: “A prefeitura libera e depois não fiscaliza. Já acionei minha equipe, como faço em inúmeros outros casos que chegam diariamente ao gabinete. Não sou contra a vida noturna nem contra atividades culturais e similares. O problema são os abusos, seja de bares, baladas, pancadões na periferia, obras da própria prefeitura ou de construtoras. As pessoas também têm direito ao descanso. Infelizmente, não consigo atender todos os casos que recebo. Mas a responsabilidade de resolver esse tipo de situação é da prefeitura, que, em vez de coibir abusos, muitas vezes permite que tudo corra solto.”



