Um ciclista ficou gravemente ferido após ser atropelado por um homem que conduzia um patinete elétrico compartilhado, no Recife. A vítima, Luiz Azuirson, servidor público da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sofreu uma fratura no osso do cotovelo, além de ferimentos nos punhos e em um dos tornozelos. Devido à gravidade, ele precisou passar por cirurgia e se afastar do trabalho.
O acidente
O atropelamento ocorreu na quinta-feira (16), na Rua Amélia, Zona Norte do Recife. Luiz trafegava pela ciclofaixa quando o condutor do patinete, vindo na direção oposta, puxou para a contramão e colidiu com a bicicleta elétrica da vítima. Ambos foram arremessados para a calçada. Luiz caiu sobre o cotovelo e também sentiu impacto na cabeça, mas estava usando capacete, o que evitou lesões mais sérias. O outro homem não se feriu e tentou ajudar, mas a vítima, chateada, pediu que ele fosse embora.
Consequências
Luiz passou dois dias internado e recebeu alta no sábado (18). Desde então, está na casa dos pais, pois com o braço engessado e uma bota ortopédica não consegue realizar atividades básicas. Ele mora na Madalena, Zona Oeste, e se dirigia ao Conservatório Pernambucano de Música quando ocorreu o acidente. Adepto do transporte sustentável, ele utiliza uma bicicleta elétrica com pedal assistido para se locomover pela cidade.
Críticas à mobilidade urbana
Mestre em administração pública e estudioso de mobilidade urbana, Luiz criticou a implementação do sistema de aluguel de patinetes elétricos no Recife e a falta de infraestrutura para ciclistas e outros meios de transporte alternativos. Ele afirmou que a cidade prioriza o uso de carros e que o poder público não investe adequadamente em transporte público. O condutor do patinete, ao ser questionado, disse que entrou na contramão para dar passagem a outra bicicleta. Luiz destacou que o homem sequer conhecia o veículo que estava usando e que é necessário educar os usuários sobre os riscos.
Contexto do serviço
O serviço de aluguel de patinetes começou a operar no Recife em 22 de março, com mais de mil dispositivos em 90 pontos da cidade. Desde então, já foram registrados casos de patinetes abandonados em canais e mangues, e mais de cem pessoas foram bloqueadas por mau uso dos equipamentos.



