Tragédia na BR-116: Colisão frontal em Candido Sales deixa um morto e um ferido
Acidente na BR-116 deixa um morto e um ferido em Candido Sales

Uma madrugada de quarta-feira que começou como qualquer outra terminou em tragédia no sul da Bahia. Por volta das 3h30, o silêncio da BR-116 foi quebrado por um estrondo ensurdecedor—aquele tipo de barulho que você sabe, instantaneamente, que nada de bom anuncia.

Dois carros, um Fiat Mobi e um Hyundai HB20, se encontraram de frente num daqueles momentos que mudam vidas para sempre. Não foi um encontro amigável, claro. A violência da colisão deixou marcas profundas na pista e, principalmente, nas pessoas envolvidas.

Os bombeiros chegaram rápido—mais rápido do que se poderia esperar para uma rodovia àquela hora. Encontraram uma cena que, infelizmente, já conhecem bem: ferragens retorcidas, vidros estilhaçados e aquele silêncio pesado que segue o caos.

Dentro do Fiat, uma vida se esvaía. Um homem de 62 anos—idade que deveria ser de aproveitar a vida, não de perdê-la numa estrada escura—não resistiu aos ferimentos. Ainda bem que ninguém mais estava com ele, penso eu. Às vezes, a solidão é uma espécie de proteção.

Já o motorista do Hyundai, um homem de 35 anos, sobreviveu. Ferido, assustado, mas vivo. Foi levado correndo para o hospital—com hematomas e dores que vão durar bem mais que os tratamentos médicos. O trauma de um acidente desses fica marcado na pele e na memória.

A Polícia Rodoviária Federal assumiu o caso, como sempre faz nessas horas. Estão tentando reconstruir o quebra-cabeça: por que dois carros numa rodovia relativamente tranquila decidem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo? Excessos de velocidade? Distração? Sono? As perguntas são muitas e as respostas, ainda escassas.

O trânsito na BR-116 ficou complicado por horas—como fica sempre que a vida e a morte decidem se encontrar no asfalto. Motoristas que passavam pelo local precisaram ter paciência, enquanto a equipe de resgate fazia seu trabalho doloroso, mas necessário.

É curioso como uma notícia dessas me faz pensar na fragilidade das coisas. Um segundo, uma decisão errada, um momento de distração—e tudo muda. A família do homem que morreu acorda hoje sem ele. O sobrevivente acorda com lembranças que ninguém gostaria de ter.

Enquanto isso, em Candido Sales, a vida segue. Mas segue diferente para algumas pessoas. E para o resto de nós, fica o lembrete—desagradável, porém necessário—de que dirigir requer atenção constante. Porque na estrada, ao contrário do que pensamos, nem sempre temos uma segunda chance.