Unidade prisional da PM é desativada em Manaus após fuga de 23 policiais
Unidade prisional da PM desativada em Manaus após fuga

A unidade prisional da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), localizada no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus, foi desativada nesta terça-feira (12) durante a Operação Sentinela Maior. A ação foi realizada pelo Ministério Público do Estado, em parceria com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). A medida ocorre após a fuga de 23 policiais militares registrada em fevereiro deste ano.

Transferência dos presos

Ao todo, 70 policiais militares presos foram transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM). A operação mobilizou mais de 100 agentes das forças de segurança do estado. Segundo o Ministério Público, a desativação da antiga unidade ocorreu após a identificação de problemas estruturais e operacionais no local. A mudança busca reforçar a segurança, melhorar o controle administrativo e garantir melhores condições de custódia aos presos militares.

Detalhes da fuga

A fuga aconteceu no dia 27 de fevereiro. Durante uma vistoria de rotina, a Polícia Militar identificou a ausência dos detentos na unidade prisional. De acordo com a corporação, pelo menos 18 policiais retornaram espontaneamente ainda na mesma noite. No dia seguinte, a PMAM informou que não havia mais foragidos e que a situação havia sido regularizada.

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Investigações e prisões

As investigações sobre o caso levaram à prisão de dois policiais militares durante a "Operação Sentinela", realizada pelo Ministério Público em março. Conforme a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), os agentes estavam de serviço na guarda da unidade no dia da fuga e podem ter facilitado a saída dos presos. Os nomes dos policiais não foram divulgados.

O promotor Armando Gurgel Maia, titular da 60ª Proceapsp, informou que as medidas cautelares têm como objetivo garantir a investigação, preservar a ordem pública e manter a hierarquia militar. O Ministério Público afirmou ainda que as investigações continuam para identificar responsabilidades e apurar possíveis falhas no sistema de custódia da unidade.

Comandante da unidade preso

No início de março, o major Galeno Edmilson de Souza Jales, então responsável pelo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, foi preso por decisão da Justiça. Ao decretar a prisão preventiva do oficial, o juiz plantonista criminal Luís Alberto Nascimento Albuquerque afirmou que o caso teve grande repercussão social e apontou indícios de que saídas irregulares de presos da unidade poderiam ocorrer há mais tempo. Segundo o magistrado, a prisão foi determinada para evitar interferências nas investigações e garantir a ordem pública.

Após a fuga, a Polícia Militar informou que os agentes responsáveis pela guarda da unidade foram presos em flagrante e afastados das funções. A Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) abriu procedimento para investigar o caso.

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