Uma passarela que dá acesso a um flutuante no trapiche de Icoaraci, distrito de Belém, cedeu no último fim de semana, deixando trabalhadores e moradores em situação de risco durante o embarque e desembarque de mercadorias. Dois dias após o incidente, a estrutura permanece interditada, mas a falta de manutenção é apontada como possível causa do problema.
Dificuldades no transporte de cargas
Mesmo com a área isolada, carregadores, comerciantes e barqueiros seguem enfrentando dificuldades para transportar produtos que chegam das ilhas para a capital. O comerciante Ademir Mendes, morador da comunidade do Caracará, em Cachoeira do Arari, relatou que depende do trapiche para comprar mercadorias em Belém. "Com essa situação aí fica difícil pra gente trazer mercadoria", afirmou.
Além da estrutura danificada, os barqueiros também enfrentam dificuldades para atracar no local, principalmente por causa da maré baixa. Trabalhadores afirmam que o trapiche é uma das principais alternativas para embarque e desembarque de produtos vindos das ilhas do Marajó.
Relatos de quem depende do trapiche
O carregador Diego Costa de Jesus expressou preocupação com a situação: "Agora olha aí como ficou. Quebrou tudo". O aposentado Manoel Ribeiro da Silva também relatou dificuldades para manter a rotina de transporte de mercadorias entre Belém e o Marajó. "Tá muito ruim", resumiu.
Desde a entrega do novo terminal hidroviário de Icoaraci, o antigo trapiche passou a ser usado principalmente para embarque e desembarque de cargas e mercadorias. A reportagem solicitou posicionamento da Prefeitura de Belém sobre o conserto da passarela, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.



