Tribunal de Justiça determina soltura de proprietária de buffet após atropelamento fatal de criança em casamento
TJ solta proprietária de buffet após atropelamento fatal de criança

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a soltura imediata de Luana de Castro Louzada Castro, proprietária de um buffet, que havia sido presa pelo atropelamento de uma criança de cinco anos durante uma festa de casamento em Tremembé, no interior paulista. O trágico incidente ocorreu na noite do último sábado (7), resultando na morte da vítima após ser atingida por um veículo dirigido pela empresária.

Decisão judicial baseada em aspectos legais

Em audiência de custódia realizada no domingo (8), o Tribunal de Justiça considerou a prisão de Luana ilegal, por se tratar de um crime culposo, onde não há intenção de matar. A legislação brasileira veda a prisão preventiva para esse tipo de delito, a menos que existam riscos concretos, como fuga ou omissão de socorro.

Além disso, o TJ destacou que a ré é primária, possui residência fixa, exerce atividade lícita e tem filhos menores de idade, fatores que preenchem os requisitos para responder ao processo em liberdade. A defesa de Luana informou que ela está profundamente abalada pela tragédia e mantém contato com a família da criança para oferecer apoio necessário.

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Detalhes do atropelamento em festa de casamento

O acidente aconteceu em um buffet onde ocorria uma celebração matrimonial. Testemunhas relataram à polícia que a criança estava no chão, aparentemente procurando algo, quando o carro dirigido por Luana começou a se mover e a atropelou. A proprietária parou o veículo, entrou no imóvel do evento e não retornou ao local do ocorrido.

Os pais da vítima, ao chegarem, encontraram a criança gravemente ferida. Um garçom da festa prestou os primeiros socorros e, com o carro de Luana, transportou a criança ao pronto-socorro de Tremembé, onde ela não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar foi acionada, mas não encontrou a empresária no local; seu marido informou que ela havia ido para casa.

Investigações policiais e obstáculos na perícia

Os policiais localizaram Luana em sua residência, onde ela afirmou que estava manobrando o carro quando sentiu ter passado por cima de algo. Ao parar, percebeu que havia atropelado a criança e entrou no evento para buscar o marido. Ela justificou ter ido para casa devido ao nervosismo extremo causado pelo acidente.

Na delegacia, foi registrado um boletim de ocorrência por homicídio culposo. A polícia também investiga a limpeza do local do acidente por outras pessoas antes da chegada dos agentes, fato que prejudicou significativamente o trabalho da perícia e pode complicar as evidências do caso.

Este incidente chocante levanta questões sobre segurança em eventos sociais e a aplicação da lei em situações de tragédias involuntárias, enquanto a comunidade de Tremembé lamenta a perda de uma vida jovem em circunstâncias tão trágicas.

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