
Parece que o destino resolveu ser particularmente cruel com o Sul de Minas neste fim de semana prolongado. Enquanto muita gente aproveitava os dias de folga, uma sucessão de tragédias nas rodovias transformou a região num verdadeiro cenário de caos.
O sábado, 30, começou com aquele tipo de notícia que congela o sangue. Na BR-381, altura de Atibaia — sim, aquela serra sinuosa que todo mundo conhece — um caminhão carregado de gás de cozinha simplesmente capotou. Imagina só: 13 toneladas de gás rolando pela pista como uma bomba-relógio sobre rodas.
O motorista, um homem de 56 anos que deve ter visto a vida passar diante dos olhos, conseguiu escapar milagrosamente. Mas o resgate? Uma operação de guerra que levou nada menos que seis horas. Seis horas fechando a rodovia, seis horas com aquele frio na espinha de que qualquer faísca poderia virar tudo pelos ares.
E não parou por aí
Enquanto isso, em Pouso Alegre, a MG-179 testemunhava sua própria dose de horror. Dois carros colidindo frontalmente — aquele tipo de acidente que nem os mais experientes bombeiros conseguem encarar sem se emocionar. Três vidas perdidas na hora. Três histórias interrompidas brutalmente.
Os nomes? Wanderson, 31 anos; Welinton, 39; e Welington, 42. Três homens, três sonhos, três famílias agora destroçadas. Um quarto sobrevivente, gravemente ferido, foi levado às pressas para o hospital. Você já parou pra pensar como um simples deslocamento pode mudar tudo em segundos?
E como se não bastasse, a MG-295 em Ouro Fino decidiu entrar na macabra estatística. Mais uma colisão frontal — parece até repetição, não? — deixando quatro pessoas feridas. Duas delas em estado considerado grave.
O que está acontecendo com nossas estradas?
Três acidentes graves em menos de 48 horas. Quatro mortos. Dezenas de feridos. Rodovias transformadas em pontos de interdição e dor.
Os bombeiros, esses heróis de plantão, trabalharam contra o tempo em resgates tão complexos quanto perigosos. O Samu, sobrecarregado, fez o possível para salvar o que dava. Mas a pergunta que fica é: até quando?
Esse final de semana deveria ser de descanso, de reunir a família, de aproveitar o feriado. Virou, instead, um pesadelo sobre rodas para dezenas de famílias mineiras.
E a gente fica aqui, pensando: quando é que vamos aprender que dirigir não é brincadeira? Que uma ultrapassagem mal feita, um segundo de distração, pode custar vidas?
O Sul de Minas chora hoje. E as faixas pretas nas estradas são o triste testemunho de que, às vezes, o preço da pressa é alto demais.