Sobrevivente de acidente na RJ-150 relata recuperação após cirurgia
Sobrevivente de acidente na RJ-150 relata recuperação

Thainá da Silva Rosa, de 30 anos, pedestre que foi atropelada por um caminhão desgovernado durante o grave acidente na RJ-150, em Amparo, distrito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, utilizou as redes sociais para tranquilizar amigos e familiares após sobreviver à tragédia. Ela sofreu fratura exposta na perna direita, além de lesões no braço esquerdo e na clavícula. Já passou por uma cirurgia e ainda precisará de novos procedimentos, mas afirma que foi um grande livramento.

Relato da vítima

“Eu tô bem. Não como eu queria, mas tô bem”, afirmou Thainá em vídeo publicado após o acidente. No vídeo, é possível ver a perna dela imobilizada por ferros e ataduras, além do braço esquerdo também enfaixado. “Já passei por uma cirurgia e vou passar por mais duas. Quebrei a clavícula, não operei ainda, mas vou operar. Só tive a fratura exposta na perna direita e no braço esquerdo, mas tirando isso, tô bem, na medida do possível”, disse.

No final da gravação, Thainá aparece ao lado da mãe, que a acompanha durante a recuperação. Ambas agradecem pelas mensagens de carinho, apoio e orações recebidas desde o acidente. Emocionada, Thainá afirmou que considera ter sobrevivido a um grande livramento e disse que tem se mantido firme com fé e apoio familiar. Durante o relato, ela também destacou a importância da rede de apoio neste momento delicado, ressaltando a força que tem encontrado na família ao longo da internação.

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Família critica falta de segurança na via

O padrasto de Thainá, Alberto Knup da Cunha, denunciou em entrevista as más condições da RJ-150 e a ausência de sinalização adequada no trecho onde ocorreu o acidente. “Se você vier caminhando, só vê mato, não vê uma placa. A estrada já é horrível”, disse Alberto. “Estamos abandonados aqui em Amparo. Se você olhar a beirada da rua, é só mato”, completou. Segundo ele, a rapidez da enteada foi essencial para que o desfecho não fosse ainda mais grave. “Se ela não corre, o caminhão teria pegado ela. Podia estar lá onde está o caminhão agora.”

Posicionamento do DER-RJ

Em nota, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER-RJ), que administra a rodovia, se posicionou sobre tais reclamações dizendo que o trecho conta com sinalização e dois quebra-molas para orientar a redução de velocidade e que, segundo informações apuradas pelas autoridades competentes, apontam para possível falha mecânica no veículo envolvido. Além disso, foi informado ainda na nota que equipes técnicas realizam vistorias periódicas ao longo da rodovia e atuam de forma contínua em serviços de manutenção, conforme avaliação das condições de cada trecho e disponibilidade operacional.

Relembre o caso

O acidente aconteceu na manhã de quinta-feira (14), quando um caminhão perdeu o freio em uma descida da RJ-150, atingiu veículos e pedestres antes de tombar na altura da Parada Folly. Inicialmente, três pessoas morreram no local. Na sexta-feira (15), o número de vítimas fatais subiu para quatro após a morte do motorista do caminhão, que havia sido socorrido em estado grave. Outras vítimas permanecem em acompanhamento médico. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo desce desgovernado em alta velocidade, em uma tragédia que reacendeu discussões sobre segurança viária e manutenção da rodovia.

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