Repórter da Band Minas tem morte encefálica confirmada após grave acidente na BR-381
A jornalista Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira, 16 de maio, após se envolver em um grave acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Repórter da Band Minas, ela estava internada em estado crítico no Hospital João XXIII, sofrendo com traumatismo craniano severo e múltiplas fraturas pelo corpo.
A família da profissional, em um gesto de solidariedade em meio à tragédia, informou que irá doar os órgãos de Alice para transplantes, podendo salvar outras vidas. Natural de Belo Horizonte, a jornalista era casada com um agente da Polícia Rodoviária Federal e mãe de um bebê com menos de um ano de idade, vivendo um momento especial de cuidados com o filho pequeno.
Trajetória profissional dedicada ao jornalismo
Formada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais em 2015, Alice iniciou sua carreira ainda como estagiária em importantes emissoras de televisão mineiras, incluindo a TV Globo Minas, a TV Alterosa, afiliada do SBT, e a RecordTV Minas. Após a graduação, trabalhou em produtoras independentes e atuou como repórter em diferentes regiões do Brasil, demonstrando versatilidade e paixão pela profissão.
Ela passou pela TV Leste, afiliada da RecordTV em Governador Valadares, e pela Rede Bahia, afiliada da TV Globo, antes de ingressar na Band em 2021. Inicialmente, trabalhou na redação de Brasília e, desde agosto de 2024, estava atuando na redação de Belo Horizonte, onde se destacava pelo envolvimento com pautas especiais e atenção a temas ligados ao autismo, assunto que acompanhava de perto devido ao irmão.
Acidente fatal durante retorno de cobertura
O acidente ocorreu na tarde de quarta-feira, 15 de maio, quando o veículo da emissora, no qual Alice estava como passageira, colidiu frontalmente com um caminhão na rodovia BR-381. A equipe retornava a Belo Horizonte após a produção de uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para reduzir acidentes, em uma ironia trágica que chocou colegas e a comunidade jornalística.
O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo no momento da colisão, morreu ainda no local do acidente. Seu corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal e liberado à família na madrugada de quinta-feira. O velório ocorreu no Cemitério do Bonfim, com sepultamento realizado no mesmo dia.
Homenagens e investigação em andamento
Rodrigo Lapa era natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e deixou esposa e uma filha de apenas 6 anos. Ele havia trabalhado na Band Minas entre 2022 e 2024 e retornado à emissora em dezembro de 2025, participando de coberturas importantes como o carnaval de Belo Horizonte e eventos relacionados às chuvas na Zona da Mata. Fora do trabalho, atuava como palhaço, levando atividades circenses e alegria para crianças hospitalizadas.
Em nota oficial, a Band Minas destacou o profundo envolvimento de Alice com o jornalismo e o ambiente de trabalho, lamentando profundamente a perda dos dois profissionais. Colegas relembraram sua dedicação a pautas especiais e o carinho com que planejava a comemoração do primeiro aniversário do filho.
A Polícia Civil de Minas Gerais já iniciou as investigações sobre as causas e circunstâncias do acidente. Peritos estiveram no local coletando vestígios e evidências que devem embasar o inquérito policial, buscando esclarecer os detalhes do trágico ocorrido que tirou duas vidas e abalou a comunidade mineira.



