Um funcionário foi preso em flagrante após matar o próprio patrão a facadas dentro de uma oficina mecânica no Setor de Oficinas Norte, no Noroeste, em Brasília, nesta quarta-feira (6). O crime, registrado por câmeras de segurança, chocou investigadores da Polícia Civil do Distrito Federal pela extrema violência.
Quem era a vítima?
A vítima foi identificada como Flávio Cruz Barbosa, de 49 anos, proprietário da oficina onde o crime ocorreu. De acordo com familiares, Flávio costumava trabalhar sozinho e contratava ajuda apenas quando necessário. A sobrinha dele, Carolina Leslye, de 28 anos, afirmou que a família está em choque. "Passamos o dia em estado de choque. Tentando resgatar forças porque temos muita coisa para fazer, e é isso que ele gostaria. Ele sempre foi um homem muito forte. Não foi uma tragédia, foi uma crueldade", disse Carolina.
Quem é o suspeito?
O suspeito é Eduardo Jesus Rodrigues, de 24 anos. Segundo a polícia, ele tinha passagens por porte de arma branca e tráfico de drogas. Eduardo estava em liberdade provisória por tráfico quando cometeu o assassinato. Ele foi preso em flagrante e deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (7).
Como o crime aconteceu?
Imagens de câmeras de segurança mostram que Flávio estava sentado quando foi surpreendido por um chute na cabeça. Em seguida, Eduardo desferiu vários golpes de faca contra o empresário e jogou um pneu sobre ele. Após as agressões, a vítima ainda foi arrastada por alguns metros. A faca usada no crime foi apreendida pela Polícia Civil.
O que motivou o crime?
A motivação ainda está sendo investigada. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Eduardo afirmou inicialmente que cometeu o crime por vingança. No entanto, a Polícia Civil considera a versão contraditória. "Há uma questão de vingança, mas acreditamos que isso precisa ser aprofundado, porque ele nem conhecia a vítima", afirmou o delegado Wellington Barros. O delegado também disse que o suspeito aparentava não estar "bem mentalmente" durante os primeiros depoimentos.
O que dizem os investigadores sobre a violência do crime?
A polícia classificou a cena como extremamente violenta. "É uma cena de terror. A vítima foi surpreendida, ficou sem chance de defesa e depois ainda foi arrastada", disse o delegado. Segundo a investigação, Flávio estava sentado no momento do ataque, o que pode configurar a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Qual pode ser a pena?
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio qualificado. Se condenado, Eduardo pode pegar até 30 anos de prisão.



